Detalhe do Case

Prêmio Caio 26ª Edição

Case: Festival From Control to Culture

Candidato: Agência Nuts
Segmento: Cliente Final
Categoria: Eventos Técnicos-Científicos | Clientes

Nos dias 3 e 4 de abril de 2025, aconteceu a 5ª edição do From Control to Culture – Festival Internacional de Cultura de Aprendizagem, evento proprietário da novi e da Agência Nuts. Consolidado como referência global em inovação em aprendizagem e cultura, o festival reuniu profissionais de RH, T&D, inovação e líderes organizacionais em um encontro que uniu teoria, prática e imersão sensorial.

Depois do convite à “Imaginação Radical” feito em 2024, a edição de 2025 trouxe o tema “O óbvio não é uma opção”. O arco narrativo foi construído sobre metáforas de fogo, faísca e destruição criativa, simbolizando o desapego do já conhecido para dar espaço ao novo. O evento convidou o público a questionar certezas e a cultivar a dúvida criativa, em vez de se refugiar em soluções previsíveis.

O formato seguiu o modelo híbrido: online gratuito, com transmissão ao vivo e tradução simultânea para um público amplo, e imersão presencial em São Paulo, com experiências criadas sob medida. O palco principal foi o rooftop do Shopping Light, no centro histórico da cidade, um espaço não óbvio escolhido para reforçar o conceito.

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O grande desafio da edição foi levar o design de experiência ao centro do evento, não apenas como linguagem estética, mas como ferramenta de aprendizagem e curadoria. Isso significava transformar cada etapa da jornada em um convite prático à reflexão, rompendo com padrões de eventos corporativos tradicionais.



Era preciso também garantir a coesão entre forma e conteúdo. O festival falaria sobre inovação, design e aprendizagem, mas precisava oferecer experiências que materializassem esses conceitos. Isso incluía desde a entrada dos participantes até as vivências externas pela cidade.



Outro desafio estava no equilíbrio entre acessibilidade e exclusividade. O formato online gratuito precisava entregar conteúdo de alto valor para milhares de pessoas, enquanto a experiência presencial deveria oferecer imersão profunda e memorável, com um número limitado de participantes. Essa dualidade exigia planejamento minucioso para que ambos os públicos percebessem valor máximo.



Além disso, havia o desafio logístico de ocupar espaços não óbvios da cidade, como rooftops históricos, estúdios de design, bares subterrâneos e ruas do centro, e adaptá-los para receber experiências seguras, impactantes e alinhadas ao tema.

A Nuts e a nōvi criaram um evento que usou o design de experiência como fio condutor, traduzindo o tema em cada detalhe. O conceito de artefatos como dispositivos de enquadramento, inspirado pela metodologia da Odyssey Works, guiou o desenho das ativações, em que cada objeto ou espaço era tratado como moldura viva para abrir novas possibilidades de percepção.



Entrada no círculo mágico: logo na chegada, os participantes recebiam a lente-questionadora, inspirada no City Scanning Exercise da Smithery, um objeto que instigava a lançar olhares não óbvios ao cotidiano. A lente, em acrílico laranja, funcionava como convite simbólico à mudança de perspectiva.



Oráculo digital: inspirado nas esculturas interativas de Gabriel Barcia-Colombo, o oráculo funcionava como uma “slot machine” poética, que em vez de prever o futuro, ressignificava o presente. Não oferecia respostas, mas fissuras para perguntas mais potentes, deslocando o público do campo racional para um espaço intuitivo e simbólico.



Ativação de colagem (VTS): baseada na metodologia Visual Thinking Strategies do MoMA, a prática estimulava conversas críticas e construção coletiva de significado a partir de imagens. Como a IDEO usa colagens em processos criativos, aqui esse artefato se tornou um convite à co-criação visual do invisível, ajudando a transformar percepções em narrativas tangíveis.



No conteúdo de palco, o rooftop do Shopping Light recebeu blocos de palestras e debates, com destaque para o painel sobre Design de Experiência, que contou com convidados internacionais e apresentação da própria Nuts.



Nas vivências externas, o design expandiu-se pela cidade:


  • Visita ao Formosa Hi-Fi, bar subterrâneo prestes a inaugurar em uma antiga galeria de metrô.

  • Tour por estúdios de design na Barra Funda, explorando usos não óbvios de materiais e formas.

  • Caminhada sensorial pelo centro de São Paulo, guiada pelo Instituto Amuta, em que os participantes usaram fones de ouvido e foram convidados a observar o invisível do cotidiano, chegando até a andar descalços na água.


Cada detalhe reforçou a narrativa: abrir mão do previsível e perceber novos caminhos.

O From Control to Culture 2025 consolidou-se como um festival de vanguarda em aprendizagem corporativa, expandindo sua reputação internacional. A edição híbrida garantiu alcance global com a transmissão online gratuita, enquanto a experiência presencial aprofundou a imersão e gerou memórias marcantes para quem esteve em São Paulo.



O impacto qualitativo foi decisivo. As ativações com artefatos, como a lente-questionadora, o oráculo digital e a colagem, criaram conexões emocionais imediatas, enquanto as vivências externas transformaram o conteúdo em prática sensorial. O público saiu não apenas inspirado, mas desafiado a aplicar em suas rotinas o princípio de que “o óbvio não é uma opção”.



O evento também fortaleceu a identidade do festival como espaço que une conteúdo, estética e experiência em um mesmo arco narrativo. A presença de palestrantes internacionais, combinada às ativações imersivas, reforçou o posicionamento da Nuts e da nōvi como referências em design de experiências de aprendizagem.



Talvez um dos resultados mais potentes do From Control to Culture 2025 seja promover uma ruptura criativa. Cada detalhe, da lente-questionadora às caminhadas sensoriais,  foi um convite a abandonar o previsível e abraçar a incerteza como motor de inovação.

Como legado, uma faísca pronta para acender novas reflexões: cultivar a dúvida criativa pode ser mais transformador do que encontrar respostas prontas.