Criamos uma experiência imersiva multissetorial inédita na Baixada Fluminense, unindo o lançamento do MVP do Natu Tech a uma programação cultural e educativa capaz de enfrentar três desafios centrais: racismo ambiental, invisibilidade midiática das periferias e falta de acesso a tecnologias interativas.
A estratégia principal foi a ativação territorial gamificada, transformando a Praça dos Direitos Humanos em uma “praça viva” conectada ao universo do jogo. Cenografia e ambientação inspiradas na Serra do Vulcão integraram o espaço físico com elementos visuais do Natu Tech, criando pontos interativos.
O público pôde:
• Jogar a build do Natu Tech em realidade aumentada;
• Explorar jogos ambientais no Oculus Quest;
• Disputar partidas de PS5;
• Participar de concursos de K-pop, cosplay tradicional e “cosplay pobre”;
• Vivenciar o “Dancy Dance” e outras dinâmicas lúdicas.
Para abordar a conscientização socioambiental, realizamos três mesas de debate, com média de 20 a 30 pessoas cada, discutindo tecnologias regenerativas e racismo ambiental. Um momento de destaque foi a fala do biólogo Cézar Celeri (CEDAE – Programa Replantando Vida):
“Quando um jovem vê outro realizando um trabalho bacana, isso inspira e motiva uma cadeia de novas iniciativas. É uma onda do bem que se espalha pela comunidade e fortalece a sociedade.”
A tenda ambiental liderada pelo coletivo EAE – Educação Ambiental e Ecoturismo aproximou o discurso técnico da vivência comunitária, tornando o conteúdo acessível e mobilizador.
No campo econômico, envolvemos cinco empreendedores e coletivos locais (brechó, barraca geek, tenda ambiental, barraca literária e barraca de doces), fortalecendo a economia criativa e estimulando o consumo consciente.
Na Arena Game, o tempo médio de permanência foi de 3 a 5 minutos por participante, com rodízio constante: no Natu Tech, medido por cronômetro (build sem analytics habilitado); no Oculus Quest e PS5, obtido com precisão via logs internos dos equipamentos.
Desafios logísticos, como adaptação da praça, controle de som e fluxo de visitantes, foram solucionados por meio de setorização de áreas, equipamentos móveis e programação escalonada, garantindo acessibilidade e conforto. Além disso, a previsão do tempo representava um risco em caso de chuva forte, a tenda principal não suportaria o volume , mas as condições climáticas favoráveis permitiram a plena execução das atividades ao ar livre.
Como desdobramento e estratégia de continuidade, a metodologia e a experiência interativa do Natu Tech Geek foram replicadas em oficinas formativas, como a realizada em Duque de Caxias, ampliando o alcance do projeto e engajando novos públicos além do município.