O desafio central da edição de 2025 era dar corpo à nova proposta do ENCAFÉ: tornar o evento mais acessível, relevante e democrático, sem perder a profundidade técnica que sempre caracterizou seus 30 anos de história. Como criar um espaço que fosse, ao mesmo tempo, formativo, inclusivo e atrativo? Como equilibrar teoria e prática para um público tão diverso, composto por produtores, empresários, técnicos, pesquisadores, baristas e gestores de cafeterias?
Foi nesse contexto que surgiu a missão de dar protagonismo ao último elo da cadeia do café: o serviço. Historicamente, o ENCAFÉ sempre deu maior visibilidade às etapas de produção, processamento e indústria, mas agora era hora de ampliar a perspectiva e trazer para o centro do debate aqueles que estão na ponta, em contato direto com o consumidor final. A criação da Cafeteria Escola respondia exatamente a essa lacuna. Ela precisava ser um espaço aberto, democrático e dinâmico, que oferecesse treinamento, capacitação e troca de conhecimento sobre o serviço do café, valorizando desde as técnicas de preparo até o entendimento cultural e social da bebida.
A dificuldade estava em conciliar múltiplos formatos: workshops práticos, palestras, demonstrações, apresentações acadêmicas e vivências conduzidas por especialistas de diferentes áreas. Além disso, era fundamental garantir que o espaço tivesse caráter inclusivo, permitindo a participação de todos, sem necessidade de inscrição prévia ou custos adicionais. Em resumo: criar uma escola viva, dentro da feira, que refletisse o novo espírito do ENCAFÉ.