Logo na chegada, a entrada do Unique Palace foi dividida em 3 túneis, que faziam o convite: “Qual caminho você escolhe hoje?” Personagens davam as boas-vindas e convidavam à escolha do caminho, todos totalmente imersivos, com propostas muito distintas, fechados por uma porta que trazia a imagem de uma grande fechadura, remetendo à chave recebida como convite.
O primeiro, trazia a REFLEXÃO. Um túnel inspirado em palavras e sentimentos, que trouxe o mistério, o vazio, o silêncio. Palavras brancas, trazendo o sentir, impressas num fundo preto. Piso, parede e teto, sem escapatória. E quando pensa que acabou, você se depara com você mesmo. O espelho que confronta e que liberta, era o fim do tunel.
O segundo foi a EVOLUÇÂO. Uma vida em rush, vivida em alta velocidade, agitada, corrida, barulhenta. A evolução, o tempo são refletivos recortes de led intercalados com imagens impressas em lona, que faziam o efeito de rastros de luz, ao som de buzinas de um trãnsito em horário caótico nas grandes cidades.
E o terceiro, veio cheio de TRANSFORMAÇÂO. Uma transformação inspirada na natureza, na leveza, deixando a vida se fazer presente de forma gostosa e harmoniosa através de um cenário imersivo repleto de borboletas coloridas que ganhavam vida através dos painéis de led e do som da mata viva.
Um convite à reflexão, logo na chegada. À escolha de algo desconhecido, que não se pode ver, mas que se vive.
Os três túneis levavam ao primeiro salão onde foi servido o welcome coffee e repleto de ativações conectadas ao tema. A primeira estrutura era um grande painel instagramável, com a imagem da chave, ícone do evento, com a frase: “A escolha do caminho te leva ao seu amanhã”. Oficializando o painel como photo point, trouxemos um fotógrafo com estrutura para a impressão de fotos na hora. Sucesso absoluto.
Ao lado desse painel, um cenário com muitas plantas e iluminação natural faziam fundo para a grande letra caixa com a palavra “ FELIZ AMANHÔ. Mais um photo point de sucesso, em meio ao welcome coffee servido para recepcionar os funcionários.
E na maior parede do espaço, um grande painel branco. Nada! Não havia nada ali a não ser uma grande parede, sem graça, sem vida e sem nenhuma atração.
O relógio bate 9h30 da manhã do dia 12 de dezembro. Hora de passar para o salão principal. Um grande espaço para 450 lugares em formato banquete, preenchidas em meia lua. Um cenário totalmente imersivo e impactante, com um palco desconstruído, em “T” e uma enorme tela de led de 42m x 6m de altura, abraçava os convidados.
Tudo pronto para começar! E como deixar todos os passos obrigatórios do roteiro mais leves, divertidos e atrativos durante 4 horas de evento?
O ritual segue a tradição, criada desde a primeira confraternização. Ele passa, obrigatoriamente, pela fala de boas-vindas do Presidente; por sorteios de presentes, momento muito esperado por todos pois eles vão de TV, notebook a bicicletas e motos (nesta edição foram um total de 45); entega do Prêmio Reconhecer, onde os funcionários recebem um botton em ouro com um pin de brilhante marcando quantos anos estão na Casa. Recebem os que completam 10, 15, 20, 25 e 30 anos ou mais de serviços dedicados ao Sistema CNA; O Prêmio Alysson Paolinelli, criado pela CNA para identificar as melhores e mais inovadoras iniciativas dentro do ambiente de trabalho, cujo prêmio é um carro; uma palestra com o objetivo de trazer também conteúdo ao evento; E finaliza com um almoço.
Quatro meses nos separam do início do projeto até a execução. O envolvimento total da equipe de projetos mergulhada no desafio de transformar o que já era bom, no ainda melhor. A expectativa era altíssima e, além do cenário, da transformação do espaço, tínhamos que entreter, que encantar, do começo ao fim. Nosso objetivo era que as pessoas ficassem tão fixadas em tudo que não levantassem nem para ir ao banheiro.
O mergulho da equipe de produção de vídeo para o sucesso do impacto visual foi fundamental. As telas conversavam com tudo que acontecia no palco e essa versatilidade trouxe uma dinâmica irreverente e muito sintonizada com toda programação.
Voltamos para a abertura de portas e aqui começa nosso storytelling, a conexão de cada pontinha.
Música alta e animada, brasileira, - já que estamos falando de uma entidade que é a casa do produtor rural do Brasil -, telão com fundo neutro até que todos se acomodem. Todos sentados, hora de começar. Blackout e entra a Orquestra Filarmônica e Rogério Midlej cantando a música “Amanhã”, de Guilherme Arantes. O telão acompanha as música com palavras que vão se formando e levando as pessoas a sentirem a música. Emoção já logo no início.
Após esse momento, entra o condutor do evento, o jornalista no GPS Life Time e humorista nos palcos e internet, TJ Fernandes, que já acompanha a CNA há duas edições da festa de final de ano, e já tem uma interação e troca muito grande com os funcionários da CNA. E ele já entra convidando o Presidente para dar sua palavra de boas-vindas.
Após o presidente, TJ convida para um momento de muita reflexão, e chama ao palco a médica e escritora Ana Cláudia Quintana Arantes para a palestra “Tempo, você sabe perder?”, que convida a olhar para o como chegar no seu futuro, ao cuidado consigo mesmo e como cada um leva a vida até o envelhecimento. Trinta minutos de uma interação mágica, acompanhada pelos personagens pipoqueiros, que passavam entre as mesas distribuindo saquinhos de pipoca.
Finalizada a palestra, hora de levantar o público com a performance do Pixel Led. Quatro bailarinos entram no palco, de macacão all black, e tubos de led nas mãos, que ao girarem em alta velocidade, formaram a frase: “A escolha do caminho te leva ao amanhã”. À medida em que as palavras apareciam, elas eram jogadas no telão de led, e ao final, crescia a frase mote do evento.
Que tal agora um pouco mais de interatividade? Hora do sorteio. Esse sorteio já foi de tantas formas criativas ao longo de todos esses anos. Como trazer algo dinâmico e ligado ao tema? Nasce então a proposta que traz um misto de humor com interatividade, brincando com a nuance de que “a escolha é sua”, fazendo a analogia de que a vida é feita de escolhas. Lá vem então: a Porta da Esperança. Aproveitando a veia cômica do apresentador, trouxemos ao palco 4 estruturas móveis e coloridas, em formato de porta, que ao serem abertas, revelavam o presente. Lembra das chaves que foram recebidas junto com o convite? Cada uma tinha um número e o sorteio desse número convidava ao palco o funcionário que teria a chance de escolher a sua porta. Nem precisa dizer a gritaria que foi.
Por se tratarem de 45 presentes, para não ficar massante e cansativo, as portas entravam em vários momentos, trazidas pelos nossos contraregras personagens temáticos, intercalando entre uma atração e outra, trazendo muito dinamismo e expectativa à programação.
Após a primeira bateria de sorteios, foi a vez do Prêmio Reconhecer. Não queríamos que esse Premio fosse apenas a chamada do palco dos agraciados para receberem seu pin de ouro. Desafiamos então Dani Black, compositor premiado e renomado, também conhecido por ser filho da cantora Tete Espíndola, a trabalhar nessa criação conosco. E assim vem um dos momentos mais emocionantes da festa.
Para iniciar, abrimos o telão com imagens e voz de Milton Nascimento cantando a música de autoria de Dani Black, chamada MAIOR, que fala “eu sou maior do que era antes, eu sou melhor do que era ontem” fazendo total conexão com o tempo. Eis que então Dani surge, por detras do led e entra cantando ao vivo, junto com Milton no vídeo do telão.
Para as homeagens, foram criadas, sob medida, canções pra cada intervalo de tempo (10, 15, 20, 25 e 30 anos) a partir da história e perfil de cada ano. Chamamos os premiados do Ano, o Dani Black fez uma pergunta geral e quem se sentiu a vontade deu o breve testemunho.
Dani entra então se conecta com o depoimento, junta com o ano vivido e cria ali, ao vivo, no seu violão, em tempo real, uma música que traz a referência daquele período. Momento de pura enregia e conexão, trazendo o significado de pertencer durante cada um desses tempos. Até chegar ao ápice, com a funcionária mais antiga do Sistema CNA, que recebeu como homenagem, - essa sim brifada e estudada - , uma música exclusiva, contando toda sua trajetória. Dani Black foi aplaudido de pé pelos 450 colaboradores que estavam ali. Impossível não se emocionar.
Depois de um momento desses, mais Portas da Esperança, para deixar o clima em alta energia e entrar com o Prêmio Alysson Paolinelli.
E como fazer do Prêmio Alysson Paolinelli algo a altura da premiação? O carro, que estava dentro do salão, nesse momento foi ligado e o pisca alerta aciondo. Em breve ele teria um dono.
Foram feitas várias chaves em PVC, em tamanho de 60cm, que foram distribuídas por personagens ao longo do evento. Todas com um envelope lacrado no verso. O padrinho do projeto, o ex ministro da agricultura, e grande referência para o agro brasileiro, Roberto Rodrigues, é chamado ao palco para falar rapidamente sobre o Premio e convidar todos a abrirem os envelopes que estão no verso das chaves.
Todos os envelopes estavam vazios, exceto um, que carregava o nome da vencedora. O funcionário que fez o anúncio e a felizarda foram convidados a subirem ao palco, em meio a muito alvoroço e gritaria, para que ela pudesse receber suas chaves. Momento único, vibrante, que foi logo acompanhado da entrada da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte, com a música “O que será o amanhã”.
A escola de samba tocou algumas músicas e o almoço foi liberado numa vibração contagiante, clima leve, alto astral e muito divertido.
Com a saída da escola de samba, sobe ao palco, para o fundo do almoço, o músico Fábio Lima e sua banda, tocando samba, pacode, axé, MPB.
Enquanto os convidados se serviam, os personagens distribuiam nas mesas um postal, na frente uma arte grafitada, com traços bem característicos, pra quem conhece Brasília, e no verso, poucas linhas convidam par o “Escreva o seu amanhã”.
A festa que costumava acabar na hora do almoço, nesse ano teve uma novidade, o Presidente quis trazer, da Paraíba, o sanfoneiro Amazan, que embalou os mais animados até às 16h, fechando assim, o ano de 2024, com chave de ouro e um Amanhã promissor.
Ah! E aquele painel grande branco e sem graça lá da entrada? Durante todo o evento foi pintado ao vivo pelo artista plástico mais querido e famoso da cidade, Daniel Toys, trazendo uma imagem divertida e colorida de Feliz Amanhã, a mesma imagem reproduzida nos cartões postais que todos receberam pouco antes de sair. Uma grata surpresa de saída.