Foram 6 meses de planejamento e negociações, envolvendo mais de 20 áreas internas da REDE SARAH, fornecedores estratégicos e palestrantes nacionais e internacionais. A complexidade foi imensa: desde a internet, que precisou ser trazida de outra área da cidade, passando pelo rigor das exigências técnicas, até adaptações do projeto para garantir a segurança. Cada detalhe foi cuidadosamente pensado para transformar limitações em soluções criativas.
Mas foi na programação científica que o Congresso brilhou ainda mais. Durante três dias, mais de 1.200 participantes — entre especialistas globais, profissionais da saúde e estudantes — vivenciaram uma troca intensa de conhecimentos sobre neuroplasticidade e neurorreabilitação. O evento contou com nomes de destaque mundial, como o presidente da WFNR, Dr. Volker Hoemberg, que falou sobre o impacto da inteligência artificial na democratização da reabilitação neurológica; o professor de Massachusetts, Dr. Sheldon Benjamin, trazendo casos emblemáticos da neuropsiquiatria; e o professor francês Stanislas Dehaene, referência mundial que apresentou novos testes de dislexia.
Ao todo, foram 65 atividades científicas, incluindo simpósios, free papers e apresentações de pôsteres que revelaram pesquisas inovadoras do Brasil e do mundo. A presidente da REDE SARAH, Dra. Lúcia Willadino Braga, emocionou ao compartilhar resultados de conectividade cerebral em processos de reabilitação, com casos emblemáticos como o do músico Herbert Vianna. O vice-presidente, Dr. Álvaro Nomura, foi aplaudido de pé ao apresentar sua análise sobre resultados cirúrgicos em paralisia cerebral, coroando décadas de contribuição à ciência.
Para discussão de temas tão centrais, o conforto e a acessibilidade foram algo inegociáveis. Mais de 2.800m² de estrutura construída para abrigar todas as instalações necessárias. Foram 15 intensos dias de montagem, sob sol, muita chuva e vento que trouxeram um resultado impactante, do teto ao piso.
Muitas foram as inovações neste projeto, mas a que mais nos surpreendeu e nos desafiou foi o sistema de alimentação. O Sarah é conhecido e elogiado por seus pacientes pela boa comida, diante disso, o hospital não abriu mão de que a comida fosse toda produzida internamente pela equipe de nutrição. Naturalmente, o preconceito com a “comida de hospital”, nos deixou desconfortáveis, mas a surpresa foi extremanente positiva. Num sistema de pratos feitos, acondicionados em embalagens sustentáveis, o restaurante foi motivo de elogio tanto pela agilidade no serviço quanto no sabor das refeições.
O encerramento deveria ser memorável, e foi! Um Gala Dinner, realizado na sede do Lago Norte da REDE SARAH. O espaço físico, com arquitetura de teto e laterais sofisticada, foi transformado para o evento com ambientação especial.
A quadra de basquete, para reabilitação, foi adaptada e decorada, com mobiliário em madeira e carpete no tom areia claro, criando um ambiente elegante e harmônico. A iluminação cênica deu um toque especial de sofisticação ao jantar.
Ao chegarem no local, os convidados foram recebidos pela banda de percussão feminina, Batalá, e durante o evento outra banda feminina de música pop, assumiu a condução.
A adesão ao jantar foi expressiva, com cerca de 300 participantes, que desfrutaram de coquetel e jantar preparados também pela equipe de nutrição da REDE SARAH.
Ciência, cultura e emoção se uniram em uma noite inesquecível, deixando o WFNR na mente de todos que ali estiveram.