Diante de tantos desafios, a ROG.e 2024 precisou ser pensada com ousadia e criatividade, encontrando soluções inovadoras que traduzissem, na prática, a transformação que a nova marca representava.
O primeiro passo foi a contratação de uma agência especializada em branding, que conduziu meses de pesquisas, questionários e grupos focais. O resultado foi a síntese de um sentimento já existente: a tradicional Rio Oil & Gas havia se consolidado na sigla ROG, como muitos já a chamavam de forma carinhosa. A inovação veio com o “ezinho” que se somou ao nome, ampliando sua representatividade e dando espaço a todas as demais fontes energéticas que o evento queria abraçar.
Para garantir que o congresso refletisse essa nova identidade, foram criados comitês organizador e técnico mais diversos, com executivos e especialistas não apenas do setor de óleo e gás, mas também de outras indústrias e áreas do conhecimento. Essa pluralidade foi fundamental para a construção de um temário mais abrangente, resultando na ampliação dos eixos temáticos do congresso. Além dos tradicionais debates sobre petróleo e gás, a ROG.e 2024 trouxe novas frentes como Soluções de Baixo Carbono, Pessoas, Cultura e Sociedade e Financiabilidade da Transição.
A partir daí, a estratégia foi clara: abrir o congresso para universidades, empresas e instituições de fora do setor, convidando-as a submeter trabalhos acadêmicos e estudos que pudessem enriquecer o debate. Assim, conseguimos construir uma programação mais diversa e conectada com a realidade da transição energética.
Mas não bastava a academia. Era preciso também inspiração e visão estratégica. Por isso, a ROG.e 2024 reuniu alguns dos principais líderes globais do setor, como Anders Opedal (Equinor), Patrick Pouyanné (TotalEnergies), Wael Sawan (Shell) e Haitham Al Ghais (OPEP). E, para ampliar ainda mais o olhar sobre o futuro, trouxemos um dos maiores nomes do pensamento visionário mundial: Rohit Bhargava, futurologista, best-seller e criador do “pensamento não óbvio”, reconhecido como um dos 100 líderes mais inovadores do mundo nos negócios e na tecnologia.
A estrutura física do congresso também foi um desafio transformado em conquista. Encontramos na Fábrica de Espetáculos, edifício histórico ligado ao Theatro Municipal do Rio, o espaço ideal para sediar o evento. O prédio, até então subutilizado, foi restaurado e adaptado para receber uma programação de porte internacional: nivelamento de piso, instalação de guarda-corpo, restauração de janelas e esquadrias, limpeza do sistema de escoamento, estruturas provisórias e acessibilidade. O mais simbólico: a instalação de geradores a gás natural, que permitiram que o congresso fosse 100% alimentado por energia limpa.
O resultado foi histórico. Pela primeira vez, um edifício tombado foi utilizado para um evento desse porte no Brasil e, mais do que isso, pela primeira vez um congresso nacional foi inteiramente sustentado por energia limpa. Uma solução que não apenas atendeu aos desafios logísticos, mas também materializou o compromisso da ROG.e com a inovação e a sustentabilidade.