Detalhe do Case

Prêmio Caio 26ª Edição

Case: VII Congresso Municipal de Educação - Conectar Saberes para a Prática - 2024

Candidato: HCamargo
Cliente: Secretaria Municipal de Educação - PMSP
Segmento: Serviços
Categoria: Cenografia

O VII Congresso Municipal de Educação de São Paulo, realizado no Distrito Anhembi de 27 a 29 de novembro de 2024, foi o principal momento de formação e articulação da rede municipal no ano de 2024. Sob o tema “Conectar Saberes para a Prática”, reuniu profissionais de todas as regiões da cidade para fortalecer vínculos, compartilhar experiências que funcionam nas escolas e alinhar referências comuns para o trabalho pedagógico. Mais do que um encontro de atualização, o congresso atuou como espaço de reconhecimento e escuta, valorizando trajetórias, promovendo trocas entre etapas e territórios e aproximando políticas da realidade da sala de aula.

Com essa perspectiva, o evento favoreceu a criação de comunidades de prática e a elaboração de caminhos concretos para o próximo ciclo letivo. Ao priorizar equidade, inclusão e educação integral, o congresso consolidou um ambiente de diálogo entre quem faz a gestão, quem está na docência e quem apoia o cotidiano das unidades, reforçando a ideia de que conhecimento compartilhado é condição para melhorar a aprendizagem e o convívio nas escolas da cidade.

A HCamargo Cenografia, responsável pela ambientação e cenografia geral e organização dos espaços do encontro, contribuiu para que essa experiência fosse clara, acolhedora e acessível. Com atenção à circulação, à orientação do público e ao conforto dos participantes, a HCamargo — empresa mais antiga de cenografia do Brasil (fundada em 1971) — atuou para que a mensagem do congresso se traduzisse em vivência: um lugar que acolhe, orienta e convida à troca, ajudando a transformar ideias em práticas no cotidiano da rede.

Vídeo

Realizar um encontro dessa escala, voltado à troca efetiva de conhecimento entre profissionais da rede, exigiu compatibilizar simultaneidade de formatos (palco principal, auditórios, salas de trabalho e áreas de convivência) com acolhimento e clareza de orientação. Era necessário garantir circulação intuitiva, acessibilidade plena e transições rápidas entre atividades, sem filas ou perdas de tempo, respeitando horários e diferentes perfis de público (docentes, gestores, equipes de apoio).



Somou-se a isso o desafio de construir uma narrativa visual coerente e impactante. A entrada com árvore cenográfica, símbolo do conhecimento e do próprio evento, deveria acolher e sinalizar o propósito do congresso logo no primeiro olhar, sem criar gargalo. O palco principal e o auditório de grandes dimensões precisaram conciliar linhas de visão para todos os assentos, inteligibilidade da fala e iluminação confortável (boa para leitura e, ao mesmo tempo, fotografável), além de prever espaços de troca entre pessoas, autores e convidados antes e depois das sessões.



No campo da comunicação visual, o projeto pedia uma identidade única de cores, tipografia e pictogramas, capaz de costurar todas as áreas (conteúdo, convivência, apoio) e, ao mesmo tempo, permitir fácil localização das atividades programadas. A presença de tecnologias interativas — como painéis e cubos de LED, telas informativas e suportes para experimentação — trouxe exigências de integração técnica (energia, dados, posicionamento, brilho) e de harmonia estética com a cenografia, evitando competição entre mídia e conteúdo pedagógico. As fotografias de grande impacto precisavam dialogar com o tema, servir de referência para registro e não poluir a leitura dos ambientes.



Por fim, era essencial absorver picos de público preservando conforto e bem-estar. Isso implicou desenhar rotas amplas, áreas de descanso e pontos de encontro que incentivassem networking entre uma atividade e outra; separar fluxos de entrada/saída de auditórios; prever apoios discretos (água, guarda-volumes leve) e sinalização de orientação objetiva em todos os cruzamentos. Tudo isso sem transformar o congresso em um espaço técnico demais: a ambientação precisava representar a educação da cidade, ser convidativa e acolhedora, e, sobretudo, viabilizar as trocas que justificam a existência do próprio encontro.

ara responder aos desafios, organizamos o encontro como um percurso claro e acolhedor, no qual cada ambiente cumpre uma função pedagógica e, ao mesmo tempo, ajuda a orientar o público entre as atividades.



Entrada e símbolo do evento. A árvore cenográfica foi posicionada junto ao acolhimento, como marco visual e ponto de encontro. Sua implantação considerou rotas livres e leitura imediata da identidade do congresso, sinalizando propósito (conhecimento que se ramifica) sem gerar retenções.



Setorização e circulação. O espaço foi dividido em áreas de conteúdo comum, salas de aprofundamento e zonas de convivência, conectadas por eixos de circulação amplos. As transições entre sessões foram planejadas com saídas e entradas independentes, minimizando cruzamentos e mantendo pontualidade.



Palco principal e auditório de grandes dimensões. Garantimos linhas de visão para todos os assentos, inteligibilidade da fala e iluminação confortável (adequada à leitura e às fotografias). Nas bordas do auditório, criamos áreas de trocas rápidas entre autores, convidados e participantes sem comprometer os fluxos.



Tecnologias interativas e mídias. Painéis e cubos de LED foram usados como marcos de orientação e suporte a conteúdos curtos (temas do dia, horários, chamadas), com níveis de brilho ajustados para não competir com a fala. A programação visual trouxe loops curtos e mensagens-chave, evitando poluição informativa.



Comunicação visual unificada. Construímos uma identidade única (cores, tipografia, pictogramas) aplicada em mapas, totens e bandeiras de trilha. A nomenclatura de salas e eixos seguiu lógica simples (letra+número) para localização imediata. Mensagens de serviço (“próxima sessão”, “acesso acessível”, “ponto de água”) apareceram nos cruzamentos.



Fotografias impactantes. Curadoria de grandes imagens de práticas pedagógicas em suportes de alta definição criou zonas de memória e inspiração sem obstruir circulação. A iluminação difusa nesses pontos evitou reflexos e favoreceu registros do público.



Acessibilidade e bem-estar. Definimos rotas acessíveis em todo o percurso, rampas e baias reservadas nos auditórios, alturas adequadas em balcões e mobiliário de descanso distribuído. Pontos de água e áreas de respiro foram posicionados entre salas para apoiar quem se desloca entre trilhas.



Acústica e conforto. Nas salas, combinamos tratamento para fala (redução de ruído de fundo) com disposição de cadeiras que facilita escuta e diálogo. Nos eixos abertos, o desenho evitou “zonas de eco” e concentrou sons onde o conteúdo acontecia.



Em conjunto, essas soluções integram identidade, comunicação e espaço para que o congresso cumpra seu papel: conectar saberes à prática, favorecer trocas qualificadas e garantir que cada participante encontre rápido e com conforto o que precisa aprender, compartilhar e levar para sua escola.

O congresso registrou adesão elevada e participação ativa ao longo dos três dias, com ocupação consistente nas sessões e trocas qualificadas entre profissionais de diferentes DREs e unidades. A árvore cenográfica de entrada cumpriu papel simbólico e orientador, acolhendo os participantes e marcando o propósito do encontro. A identidade visual unificada (cores, tipografia e pictogramas), somada à sinalização objetiva, facilitou a localização rápida das atividades e reduziu deslocamentos improdutivos entre uma sessão e outra.



O palco principal e o auditório de grandes dimensões garantiram boa visibilidade e inteligibilidade da fala, favorecendo momentos de alinhamento comum. Áreas de descanso e convivência distribuídas pelo percurso sustentaram o bem-estar do público e estimularam conversas informais que desdobraram os debates das salas. As tecnologias interativas — painéis informativos e cubos de LED — foram incorporadas como guias de agenda e apoio à compreensão dos temas, sem competir com o conteúdo pedagógico. A curadoria visual, com fotografias impactantes e elementos gráficos coerentes, formou um registro iconográfico que reforça a memória do evento e subsidia formações futuras.



Ao final de cada dia, um show de encerramento reuniu a comunidade educacional em torno de grandes nomes da música brasileira — Alceu Valença, Paula Lima e Elba Ramalho — criando momentos de celebração e pertencimento que renovaram a energia coletiva e valorizaram a dimensão cultural da educação. Esses encontros musicais funcionaram como síntese afetiva do que foi vivido ao longo das programações, potencializando vínculos e deixando uma marca de orgulho e identidade na rede.



Em síntese, o congresso conectou saberes à prática e deixou como legado um arranjo espacial e comunicacional replicável para formações da rede: acolhedor, legível e eficiente, a serviço da colaboração, da aprendizagem aplicada e do reconhecimento do trabalho que acontece diariamente nas escolas da cidade.