Estratégia e Conceito Criativo
A base de criação partiu do tema central do evento — ESG — desdobrado nos quatro pilares (sustentabilidade, internet thinking, futuro dos negócios e escritório multicultural). O Grupo Pleno traduziu esse conteúdo em uma narrativa-mãe contínua: a chegada deveria provocar curiosidade, orientar os passos e, ao mesmo tempo, apresentar o espírito do evento de forma simples e bonita. Por isso, adotamos uma linguagem futurista com grafismos e 3D anamórfico no painel de entrada, planejado para “fisgar” o olhar e convidar a avançar na direção do túnel, sem interromper o fluxo.
Dentro do túnel, a interação precisava ter significado. O piso interativo não era um efeito gratuito: ele acionava uma “bússola digital” que “transportava” simbolicamente o visitante para cidades do mundo, conectando culturas, tecnologias e possibilidades de futuro. Cada passo disparava microeventos que costuravam a narrativa de forma lúdica e inclusiva — uma conversa entre corpo e espaço que reforçava o propósito do evento.
Como desfecho, criamos um finale cinético: uma TV em braço robótico executando movimentos precisos, coreografados com a trilha e a luz. Esse gesto funcionou como assinatura tecnológica do percurso — um último aceno que dizia, sem palavras, que inovação pode ser humana, fluida e acolhedora.
Planejamento Técnico e Execução
Para que a ilusão funcionasse no “mundo real”, o conteúdo 3D foi otimizado para pontos de vista específicos do público. Testamos ângulos, distâncias e tempos de exibição para que o anamórfico “acontecesse” no local certo, sem exigir esforço do visitante. Em paralelo, desenhamos a lógica de interatividade do piso: estados, gatilhos e tempos de resposta, com cuidados de debounce e priorização para manter a experiência leve mesmo em picos de movimento. Tudo veio acompanhado de lógicas de fallback, garantindo continuidade caso algum sensor ou módulo perdesse sinal.
A automação do braço robótico seguiu um roteiro de movimentos sincronizado a áudio e ambiente, com limites de velocidade e aceleração definidos para aliar precisão e segurança. Implementamos sincronismo entre os sistemas (mídia, sensores, controle de movimento) para reduzir latência percebida e preservar a coerência narrativa do começo ao fim.
Na operação, trabalhamos com janelas técnicas (pré/pico/pós) e um plano de hotfixes para ajustes finos durante o evento, além de contingência para variações de energia ou rede. Mantivemos monitoramento contínuo on-site, com papéis e rotas de atendimento claros, permitindo resposta rápida sem interromper a experiência do público.
Por trás dessa precisão, havia escala: mais de 5 mil equipamentos audiovisuais e uma equipe com mais de 100 colaboradores do Grupo Pleno se revezaram entre montagem, operação e desmontagem. Essa estrutura assegurou robustez operacional, estabilidade dos sistemas e a tranquilidade necessária para que o visitante percebesse apenas o essencial: uma jornada fluida, intuitiva e memorável.