Detalhe do Case

Prêmio Caio 26ª Edição

Case: Experiência Imersiva Febraban Tech 2025

Com mais de 58 mil visitantes, a FEBRABAN TECH 2025 recebeu o público com uma jornada imersiva assin

Candidato: Grupo Pleno
Cliente: Febraban
Segmento: Serviços
Categoria: Áudiovisual

Quem chegava à FEBRABAN TECH 2025 já percebia, antes mesmo de pegar o crachá, que a experiência começava do lado de fora. Logo na entrada, um painel 3D anamórfico pedia aquele segundo olhar e arrancava os primeiros “uau” do dia. Era o nosso jeito, no Grupo Pleno, de dizer “bem-vindo”: convidar as pessoas a desacelerar por um instante, respirar e deixar a curiosidade guiar o caminho. A partir dali, o público era conduzido para um túnel sensorial onde o piso interativo respondia aos passos — quase como se o chão conversasse com cada visitante. A “bússola digital” abria janelas simbólicas para cidades do mundo, misturando tecnologia e imaginação, e fazendo a jornada virar assunto de conversa entre desconhecidos.

No final do percurso, uma TV em braço robótico fazia movimentos precisos, quase coreografados. Não era só um efeito: era um gesto de acolhida tecnológica, um aceno de que inovação pode ser leve, bonita e próxima das pessoas. Em meio a 58 mil visitantes, vimos celulares para o alto, sorrisos espontâneos e aquele silêncio curto que acontece quando algo toca de verdade. Foi assim que a experiência criou memória afetiva já nos primeiros minutos de evento.

Por trás desse momento, havia muita gente e muito trabalho: mais de 5 mil equipamentos audiovisuais e uma equipe com mais de 100 colaboradores do Grupo Pleno, revezando montagem, operação e desmontagem, com planos de contingência e atenção constante ao conforto e à segurança do fluxo. No conteúdo, traduzimos o tema ESG e os quatro pilares — sustentabilidade, internet thinking, futuro dos negócios e escritório multicultural — em cenas, ritmos e microinterações que orientavam sem impor, encantavam sem exagero e convidavam o público a participar. O resultado foi um alto volume de registros orgânicos (fotos e vídeos) e, principalmente, a sensação compartilhada de que a tecnologia, quando bem pensada, aproxima as pessoas e amplia o significado de estar junto em um grande evento.

Galeria de Fotos

Chegar com impacto sem travar a entrada foi o primeiro grande desafio. Em questão de minutos, ondas de visitantes se formavam no acesso principal, e o nosso conteúdo precisava “respirar” junto com esse movimento. Se por um lado queríamos despertar curiosidade, por outro não podíamos provocar paradas desnecessárias ou gargalos. Ajustamos tempos de loop e pontos de disparo para que o painel chamasse atenção sem “segurar” ninguém; desenhamos o túnel para acolher o fluxo, com transições que mantinham o público caminhando de forma natural, mesmo nos picos. A meta era simples e difícil ao mesmo tempo: encantar sem atrapalhar.



O segundo desafio foi calibrar luz, som e movimento para orientar — não confundir. Luz demais ofusca; de menos, desinforma. Som alto empolga, mas pode competir com as conversas e gerar desconforto. E animação em excesso cansa o olhar. Trabalhamos faixas de brilho seguras, “zonas de descanso visual” e um desenho sonoro que guiava sutilmente a direção do público. As variações de movimento foram pensadas para indicar caminho e ritmo, preservando usabilidade e segurança: leitura clara de acessos, conforto para quem chega de fora e acessibilidade para diferentes perfis de visitantes.



Por fim, a integração técnica foi um quebra-cabeça que exigiu precisão de relógio. O 3D anamórfico dependia de ponto de vista específico; o piso interativo precisava reconhecer passos e acionar gatilhos sem atraso; a TV em braço robótico demandava trajetórias estáveis e sincronizadas com o restante da narrativa. Tudo isso com baixa latência e robustez operacional para aguentar horas seguidas de funcionamento. Implementamos sincronismo entre os sistemas, caminhos de redundância e planos de contingência para quedas de rede ou variações de energia. O objetivo era que a tecnologia fizesse seu trabalho em silêncio, e o visitante só percebesse o essencial: a experiência fluida, intuitiva e segura, do primeiro ao último passo.

Galeria de Fotos

Estratégia e Conceito Criativo



A base de criação partiu do tema central do evento — ESG — desdobrado nos quatro pilares (sustentabilidade, internet thinking, futuro dos negócios e escritório multicultural). O Grupo Pleno traduziu esse conteúdo em uma narrativa-mãe contínua: a chegada deveria provocar curiosidade, orientar os passos e, ao mesmo tempo, apresentar o espírito do evento de forma simples e bonita. Por isso, adotamos uma linguagem futurista com grafismos e 3D anamórfico no painel de entrada, planejado para “fisgar” o olhar e convidar a avançar na direção do túnel, sem interromper o fluxo.



Dentro do túnel, a interação precisava ter significado. O piso interativo não era um efeito gratuito: ele acionava uma “bússola digital” que “transportava” simbolicamente o visitante para cidades do mundo, conectando culturas, tecnologias e possibilidades de futuro. Cada passo disparava microeventos que costuravam a narrativa de forma lúdica e inclusiva — uma conversa entre corpo e espaço que reforçava o propósito do evento.



Como desfecho, criamos um finale cinético: uma TV em braço robótico executando movimentos precisos, coreografados com a trilha e a luz. Esse gesto funcionou como assinatura tecnológica do percurso — um último aceno que dizia, sem palavras, que inovação pode ser humana, fluida e acolhedora.



Planejamento Técnico e Execução



Para que a ilusão funcionasse no “mundo real”, o conteúdo 3D foi otimizado para pontos de vista específicos do público. Testamos ângulos, distâncias e tempos de exibição para que o anamórfico “acontecesse” no local certo, sem exigir esforço do visitante. Em paralelo, desenhamos a lógica de interatividade do piso: estados, gatilhos e tempos de resposta, com cuidados de debounce e priorização para manter a experiência leve mesmo em picos de movimento. Tudo veio acompanhado de lógicas de fallback, garantindo continuidade caso algum sensor ou módulo perdesse sinal.



A automação do braço robótico seguiu um roteiro de movimentos sincronizado a áudio e ambiente, com limites de velocidade e aceleração definidos para aliar precisão e segurança. Implementamos sincronismo entre os sistemas (mídia, sensores, controle de movimento) para reduzir latência percebida e preservar a coerência narrativa do começo ao fim.



Na operação, trabalhamos com janelas técnicas (pré/pico/pós) e um plano de hotfixes para ajustes finos durante o evento, além de contingência para variações de energia ou rede. Mantivemos monitoramento contínuo on-site, com papéis e rotas de atendimento claros, permitindo resposta rápida sem interromper a experiência do público.



Por trás dessa precisão, havia escala: mais de 5 mil equipamentos audiovisuais e uma equipe com mais de 100 colaboradores do Grupo Pleno se revezaram entre montagem, operação e desmontagem. Essa estrutura assegurou robustez operacional, estabilidade dos sistemas e a tranquilidade necessária para que o visitante percebesse apenas o essencial: uma jornada fluida, intuitiva e memorável.

Resultados



A recepção foi daquelas que ficam na memória. Logo nos primeiros minutos de abertura, vimos milhares de fotos e vídeos espontâneos surgirem nas redes — aquele reflexo natural de quando algo realmente surpreende. A narrativa visual e interativa, alinhada ao tema ESG e aos seus quatro pilares, elevou a percepção de inovação do evento sem precisar de mensagens didáticas: o público simplesmente sentiu o conceito acontecendo ao seu redor. Em termos operacionais, a experiência se manteve estável durante todo o período de alto fluxo, sem ocorrências críticas para o público, confirmando a robustez do projeto. O alcance potencial in loco foi de 58 mil visitantes, e a escala operacional se comprovou na prática: mobilizamos mais de 5 mil equipamentos e uma equipe de 100+ colaboradores para viabilizar a jornada, da montagem à operação, garantindo consistência do primeiro ao último dia.



Sustentabilidade e Acessibilidade



Desde a chegada, a narrativa foi ancorada em ESG — não como slogan, mas como postura de projeto. A mensagem de sustentabilidade apareceu integrada ao percurso: escolhas de conteúdo que convidavam à reflexão, uso responsável de recursos técnicos e uma condução que privilegiava clareza de orientação e conforto de fluxo. Evitamos alegações técnicas não documentadas (como eficiência energética específica), preferindo evidenciar o que estava sob nosso controle direto: luz e som calibrados para reduzir fadiga, pontos de descanso visual, wayfinding intuitivo e atenção a diferentes perfis de visitante (incluindo pessoas com mobilidade reduzida ou sensibilidade sensorial). Assim, acessibilidade e sustentabilidade se tornaram parte orgânica da experiência — presentes nas decisões de design, na operação e, principalmente, na forma como cada pessoa se sentiu guiada e acolhida do começo ao fim.