Para essa ação de relacionamento, escolhemos convidar uma quantidade pequena, mas um segmento importante de nosso público: 400 pessoas com potencial para reverberar nossa iniciativa, levando imagens para outros milhares de pessoas nas redes sociais (além de milhões que foram impactadas pela cobertura jornalística).
Decidimos realizar essa expedição fotográfica na Avenida Paulista, um símbolo da cidade e um lugar com muita história, importantes marcos da arquitetura, cheio de cenas cotidianas e de pessoas dos mais diversos lugares.
O passeio gratuito, reuniu fotógrafos profissionais, amadores, pessoas apaixonadas por fotografia e suas famílias, que responderam ao nosso convite nas redes sociais.
O roteiro de quatro horas teve início em um dos extremos da avenida, na Casa das Rosas, espaço cultural e edifício histórico: uma mansão em estilo clássico francês, construída no final dos anos 1920.
Lá, os 400 convidados foram recebidos com um café da manhã, ganharam camisetas do evento, brindes (ímãs de geladeira em formato ?Polaroid? com fotos da cidade ? Av. Paulista, Praça da Sé, Cinemateca, Mercado Municipal etc.), concorreram a sorteios e ouviram explicações de Marcelo Tapias, diretor do museu.
Em seguida, acompanhados pela arquiteta Úrsula Troncoso e pelo historiador Angelo Iacocca, autor do livro ?Avenida Paulista ? 150 anos de história?, o grupo iniciou a expedição pela Paulista, observando, fotografando e compartilhando seus olhares.
O circuito incluiu paradas para explicações sobre pontos de importância artística, histórica ou arquitetônica, como o mural com o rosto de Oscar Niemeyer na lateral do Edifício Ragi, produzido por Eduardo Kobra e o prédio do MASP, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1957 e inaugurado em 1968.
À medida em que avançava, a turma de fotógrafos com suas camisetas coloridas chamava a atenção dos demais frequentadores da Paulista, despertando curiosidade. Muitas pessoas passaram a acompanhar o grupo e a tirar fotos com seus celulares.
A expedição terminou no terraço do Conjunto Nacional (projeto do arquiteto David Libeskind, inaugurado em 1956) em um momento chamado ?troca de olhares?. Lá, fotos impressas feitas pelos participantes em outros momentos e locais da cidade foram expostas em um ?varal?. Cada participante que levou uma foto para o evento tinha o direito de escolher outra, de qualquer fotógrafo.
Assim que as fotos eram publicadas nas redes sociais com a hashtag do evento, uma curadoria feita pelo Click a Pé e pela Globo selecionava as melhores imagens, que foram exibidas no SP1 (ainda durante o passeio), no SP2, publicadas nos perfis da Globo no Facebook e no Instagram e em uma galeria de fotos no G1, criada especialmente para a ocasião. Dessa forma, os olhares dos convidados alcançaram milhões de pessoas na região metropolitana.
Essa ação de relacionamento permitiu aproximar ainda mais a Globo da população, envolvendo os convidados na história e atmosfera da cidade e transmitindo suas percepções para o restante da população. Realizamos um evento alinhado com a tendência de ocupação da cidade pelos moradores, incentivando as pessoas a ir para as ruas, observar seus detalhes e compartilhar esses olhares com outras pessoas.
Foi uma iniciativa de baixo custo, que fugiu das comemorações tradicionais de aniversários de cidades e surpreendeu participantes e expectadores nas ruas, na internet ou na TV.
A Globo, ao promover ações dessa natureza, fortaleceu seu relacionamento com o público ? especialmente com os convidados ? e reforçou seu posicionamento de ?24 horas ligada em São Paulo?.