Estimular os indivíduos à desenvolverem o hábito da leitura, é um dos principais objetivos da Bienal Internacional do Livro. Lá encontram-se diversas editoras, desde as maiores e mais consagradas até editoras bem pequenas. Também encontram-se diversas lojas voltadas para o mercado dos livros com suas estantes repletas de exemplares, todos à disposição do consumidor. Em geral esse tipo de abordagem é extremamente direta e, podemos até dizer agressiva. Estritamente voltada para o consumo, sem exatamente instigar o leitor. Os livros são expostos, podem ser comprados à qualquer momento, mas o que leva um consumidor a comprar livros?!
O Espaço da Floresta de livros, vai na contramão dessa exposição maciça de livros e isso fica claro quando percebe-se que em um espaço de 800m2 existem somente dois totens de livros dentro de salas secretas e que não podem ser vistos de fora do espaço. Pode-se dizer que tratou-se de um verdadeiro ?Oásis?dentro da Bienal. Ali, o objetivo principal foi instigar o leitor, incentivando à leitura de uma forma mais subjetiva.
Por se tratar de um espaço lúdico, voltado, principalmente a um contato leve e intuitivo das crianças e adultos com os livros, penso que não existe uma geração de negócios ou indicadores econômicos diretamente vinculada ao espaço da Floresta de livros. Acredito sim, que é um espaço com um alcance muito maior, na medida em que colabora de maneira intensa na formação de novas gerações de leitores que se tornarão pessoas mais conscientes e informadas e que poderão contribuir cada vez mais para um mundo melhor.
PROGRAMAS DE QUALIDADE, RESPONSABILIDADE SOCIAL E ECOLÓGICA
Nos dias atuais, evitar o desperdício com uma utilização consciente e eficiente dos materiais, é uma Ação fundamental em qualquer atividade. No âmbito da cenografia, nos deparamos com uma utilização extremamente efêmera de diversos materiais nobres como tecidos, ferro, madeira entre outros. A Pândega encara como um desafio a ser superado a cada construção nova de cenografia, a questão do reaproveitamento de material, evitando ao máximo qualquer desperdício. Para tanto, desde o projeto, procura-se desenhar cada espaço, assim como cada elemento com materiais alternativos, priorizando o uso de materiais social e ecologicamente corretos sempre de maneira simples e econômica evitando, principalmente, a utilização maciça de madeira em suas construções. As árvores em recorte criadas para a Floresta de Livros foram doadas a empresa Fagga eventos para reutilização em outros eventos voltados para o público infantil. O restante do material voltou para o galpão, com o intuito de ser desmontado e reaproveitado. Tudo o que não é possível reaproveitar, é doado às comunidades próximas dos galpões onde são construídos os cenários. Essas comunidades utilizam esses materiais no seu dia a dia, como elementos e materiais decorativos, na confecção de bolsas, revestimento dos sofás e até mesmo na construção de parte da própria moradia, como é o caso das estruturas de ferro e madeira.