Prêmio Caio Sustentabilidade

Prêmio Caio 19ª Edição

Case: 10 ANOS DE REATECH - FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIAS EM REABILITAÇÃO, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE
Candidato: Cipa Fiera Milano
Cliente: Cipa Fiera Milano
Segmento: Prêmio Caio Sustentabilidade
Estado: SP
 
Capa Apresentação Conteúdo Apresentação de inovações tecnológicas e estratégias indicando Desafios e Soluções Retorno sobre investimento, geração de negócios e outros indicadores econômicos
10 Anos de Reatech - uma Década de Sucesso

Para que todas as pessoas possam se desenvolver, participando da sociedade, é fundamental seu acesso à educação, ao trabalho, à cultura e ao lazer, com igualdade de oportunidades.
A inclusão social de todas as pessoas depende muito de que sejam bem informadas, saibam de seus direitos e quais são e onde estão os recursos que facilitam sua vida.
As pessoas com deficiência apresentam necessidades específicas em relação à interação e comunicação com o ambiente, procedimentos diferenciados no processo ensino-aprendizagem, mas principalmente necessitam de acesso a materiais e recursos específicos para sua educação e inclusão social.
No Brasil, aproximadamente 15% da população possui alguma deficiência e cerca de 500 pessoas todos os dias adquirem algum tipo de deficiência. É dentro desse cenário que o setor de produtos e serviços para reabilitação movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão no País, sendo R$ 200 milhões só com vendas de cadeiras de rodas e mais de R$ 800 milhões em automóveis e adaptações veiculares.
A Reatech – Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade nasceu a partir da visão dessa necessidade e, em 2011, completou uma década de sucesso.

Galeria de imagens
Bolo na comemoração dos 10 anos
Autoridades e personalidades na abertura
José Roberto Sevieri, diretor de operações da Cipa Fiera Milano
Maria Luiza Sevieri, diretora de marketing da Cipa Fiera Milano
Autoridades prestigiam o evento
Público na entrada da 10ª Reatech
       

 

A Reatech, realizada pela Cipa Fiera Milano e Revista Nacional de Reabilitação, está consolidada como o terceiro maior evento mundial voltado para pessoas com deficiência, familiares e profissionais da área de reabilitação, inclusão e acessibilidade. É reconhecida por sua envergadura e tem grande impacto sobre a sociedade, pois mostra a necessidade de melhoria das condições de existência das pessoas com deficiência. Ao instalar equipamentos que facilitam a vida dos deficientes, o Brasil constrói um sistema humano e de respeito.
Em relação aos passos dados pela Reatech nesses dez anos rumo ao enfrentamento das barreiras de acessibilidade, o crescimento observado da feira é o retrato do avanço da consciência da sociedade lado a lado com o desenvolvimento das tecnologias voltadas para a reabilitação e inclusão da pessoa com deficiência. A Reatech abre espaço aos poderes públicos, aos militantes da área, organizações e associações e apresenta o que há de mais moderno em termos de equipamentos para a reabilitação e inclusão.
Segundo Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, trazer a questão da deficiência para uma discussão na perspectiva do mercado é um grande avanço. São 5 milhões de famílias que necessitam de produtos e serviços que viabilizam a funcionalidade e materializam a inclusão social.
Mais que um simples espaço de consumo, é um lugar de troca de informações, encontro de profissionais e familiares que se dedicam a conhecer cada vez mais essa temática da pessoa com deficiência, superando a invisibilidade e promovendo a diversidade. Inovação e desenvolvimento é a nova face da sociedade, e a Reatech cumpre seu papel apoiando essas diretrizes.
Além da exposição comercial, a Reatech oferece extensa programação de artes cênicas e grupos de dança compostos por artistas com deficiências; atividades de pet e equoterapia; galeria de arte; parque infantil adaptado; quadras para a prática de esportes; test drive de carros adaptados, de cadeiras de rodas motorizadas e scooters; palestras, congressos médicos e seminários; atividades abertas ao público e outras atrações; e atividades e seminários voltados à terceira idade.
A Reatech nasceu em 2002. As empresas, os apoiadores e todas as pessoas envolvidas no projeto apontavam para algo diferente de qualquer outra iniciativa já posta em prática. E foi isso que ocorreu: todos puderam sentir naquele momento que valeu acreditar em um sonho. Valeu o empenho, envolvimento, engajamento, apoio, enfim, todo o trabalho realizado durante um ano inteiro que antecedeu a Reatech.
Os cerca de 4.500 mil metros quadrados de exposição abrigaram palco, área de alimentação, cerca de 60 expositores e seis auditórios anexos, onde ocorreram os congressos de reabilitação, painéis de debates sobre PCDs (pessoas com deficiência), em que são abordados temas que vão desde esporte a trabalho, de turismo a adaptação de automóveis, de sexualidade a administração de entidades. A visitação superou as expectativas, chegando a 12 mil visitantes. Estiveram presentes no evento personalidades e autoridades, entre eles o então secretário Estadual de Saúde de São Paulo José da Silva Guedes, a deputada Célia Leão, entre outros representantes de importantes órgãos governamentais, compareceram à primeira Reatech.
Em 2003, a Reatech só veio reafirmar sua posição de destaque no cenário mundial, se tornando a maior feira voltada a pessoas com deficiência, familiares e profissionais na América Latina e colocou o Brasil em pé de igualdade de importância no cenário mundial de eventos e feiras voltados a PCDs e home care, ocupando o posto de terceiro maior evento do mundo no segmento.
Com apenas duas edições, a Reatech demonstrou porte, estrutura, público e resultados compatíveis com a real importância desse expressivo setor no cenário social e econômico brasileiro. Dois pavilhões do Centro de Exposições Imigrantes foram ocupados por mais de 15 mil visitantes.
Na Reatech 2004 foram 20 mil visitantes. Segundo Rodrigo Rosso, editor da Revista Nacional de Reabilitação, em declaração feita na quarta edição da Reatech, em 2005, as pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas convivem entre si com amor e harmonia, interagindo em um espaço único.
A Reatech 2007 teve recorde de público, com mais de 33 mil visitantes, vindos de todas as partes do Brasil e países da América Latina, Europa e dos Estados Unidos.
A sétima edição da Reatech, em 2008, foi realizada em uma área de cerca de 30 mil metros quadrados e recebeu 38 mil visitantes. O evento ganhou um novo desenho, com uma praça central, área de alimentação com o dobro de tamanho e um novo posicionamento para as atrações, como a quadra, a equoterapia, o palco, a fazendinha, entre outras atrações.
A Reatech nesse ano contou com a participação da Corde (Coordenadoria dos Direitos das Pessoas com Deficiência), órgão ligado à Secretaria dos Direitos Humanos do governo federal e que já é tradição na feira, fez uma bela apresentação com seu estande, com atendimento ao público, distribuição de livros e apresentações artísticas. No evento também marcaram presença o governo do Estado de São Paulo, que, em 2008, criou a Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência, e o CEAPPD (Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa Portadora de Deficiência), além de várias outras secretarias do Estado envolvidas com projetos ligados ao tema.
A oitava edição da feira teve como símbolo de sua campanha uma linda árvore cheia de frutos. Como a campanha mostrou, a Reatech cresceu, criou raízes e os frutos puderam ser colhidos por todos aqueles que acreditaram mais uma vez no trabalho sério e comprometido dos organizadores. Foram 41 mil visitantes. Além de secretários de governo e alguns vereadores, quem esteve presente e realizou a abertura oficial da Reatech 2009 foi o prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab. Bastante impressionado com o que viu, fez questão de enaltecer o trabalho dos organizadores do evento e lembrou da importância que uma feira desse porte tem para a cidade. Ainda no palco, como parte da solenidade de abertura, foi entregue o primeiro Cartão Nacional de Estacionamento para Pessoas com Deficiência, conforme Resolução do Contran nº 304 de 18 de dezembro de 2008. A entrega foi feita pelo próprio prefeito Kassab. Com o cartão nacional, hoje o usuário pode estacionar em qualquer cidade brasileira.
A Reatech 2010 recebeu 45 mil visitantes e, como tradicionalmente ocorre, mais uma vez a feira foi marcada por eixos temáticos envolvendo mercado, trabalho, lazer e cultura, esportes, reabilitação e saúde, cidadania e políticas públicas. Esse ano o evento apresentou uma grande novidade: pela primeira vez no mundo uma feira foi sinalizada com piso tátil direcional (para indicar direções e localizações) e alerta (para indicar obstáculos) a pessoas com deficiência visual.
Em 2011, a Reatech completou uma década de sucesso. Nesses dez ano, a feira amadureceu e o mercado também.
A edição deste ano contou com a maior área expositiva já ocupada desde sua primeira edição e o número de visitantes bateu seu recorde.

Galeria de imagens
Público assiste a Seminário de Reabilitação
Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Marcos Belizário, secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
Jornalista Osmar Santos visita a Reatech
Prefeito Gilberto Kassab entrega Cartão Nacional de Estacionamento para PCDs
Símbolo de uma das campanhas da Reatech
Artistas animam o evento
Atletas cadeirantes em jogo de basquete
Personagem Mônica anima criançada
Criança ao lado da personagem Dorinha, da Turma da Mônica
Equoterapia pode ajudar pessoas com deficiência
Apresentação de balé com deficientes visuais
Cães guias são apresentados na Reatech
Crianças participam de atividades lúdicas
Visitantes agradecem pelo evento
         

 

Desde sua primeira edição, em 2002, a Reatech apresentou muitas inovações tecnológicas.
Diferentemente do que se poderia imaginar, o maior interesse dos visitantes não é sobre o que há de mais barato, e sim ao que há de melhor na feira.
Cadeiras de rodas especiais, motorizadas e com dispositivos para elevação do tronco, adaptações eletrônicas para automóveis, cadeiras especiais que acessam diretamente o automóvel, almofadas antiescaras com avaliação de desempenho por controle digital, próteses de ligas metálicas, algumas, inclusive, de fabricação 100% nacional, serviços especiais e muita tecnologia sempre foram muito procurados nesses anos todos, com grande interesse pelos consumidores, agora muito mais conscientes de sua importância como cidadãos.
Na Reatech 2003, a Honda lançou oficialmente o novo modelo fabricado pela marca no Brasil, o Honda Fit. O veículo saiu antes para as pessoas com deficiência do que para os outros compradores.
Em 2004, na terceira Reatech, foram apresentadas adaptações de veículos para pessoas com deficiência, condutores ou passageiros, prótese de última geração, palmilhas, kit de mobilidade da AACD, equipamentos, acessórios para casa, esporte e lazer. Mas um dos grandes destaques daquele ano foram os elevadores e as plataformas de transferência.
Também foi um grande destaque nessa edição o ADD Sports Arena, organizado pela Associação Desportiva para Deficientes.
Quanto às tecnologias apresentadas, além das tradicionais embreagens semiautomáticas, acelerador e freio manual, foram mostradas novidades como o acelerador eletrônico, cadeira especial para transportados, a Carony (o próprio banco do carro é uma cadeira de rodas, assim não é preciso carregar a pessoa no colo nem balançá-la de um lado para o outro).
Também foram apresentadas duchas higiênicas com controle automático de liga e desliga, temperatura de água aquecida em quatro variações, níveis de pressão de jato d’água diferenciados, fácil instalação em pequeno espaço, podendo ser instalada tanto do lado direito como o esquerdo do vaso sanitário, todos os modelos se adaptam à grande maioria dos vasos e têm baixo consumo de água. Um deles possui ar quente para secagem, dispensando o uso de papel higiênico ou toalha.
Um dos setores de maior participação na Reatech 2004 foi mais uma vez o automobilístico. Foram sete montadoras e três adaptadoras de veículos. As montadoras, com auxílio e parceria com as adaptadoras, disponibilizaram mais de 20 carros adaptados para a realização de testes drive, na área externa da feira, em um circuito especialmente traçado para o trajeto dos motoristas com deficiência, ou não. Foram realizados mais de 4 mil testes.
Em 2005, a Reatech novamente teve como ponto forte a área de test drive de carros adaptados.
Na quinta edição da feira, empresas receberam currículos e fichas de PCDs para futuras admissões, algumas delas cerca de 3 mil cadastros. O mundo da moda também marcou presença nessa edição, com o ReaFashion. Foram apresentados diversos tipos de roupas e conceitos que estimularam o olhar e toque com suas texturas e cores sobre o jeans. As atividades esportivas também foram lembradas. Apresentações de capoeira, paredão de escalada e basquete de cadeirantes marcaram os eventos esportivos. A ADD coordenou as atividades. A Reatech ofereceu palestras e seminários, com temas específicos como leis, direitos, deveres, sexualidade, tratamentos alternativos, o estatuto da pessoa com deficiência, acessibilidade, entre outros.
Na Reatech 2007, na categoria de adaptações de veículos para pessoas com deficiência que precisam ser transportadas, foram apresentados modelos com assoalho regulado para que o cadeirante fique na mesma altura dos outros passageiros. Nesse caso, o acesso ao interior do carro é feito por uma rampa vertical e paralelamente à porta traseira. Outra empresa trouxe um sistema de embreagem eletrônica, para instalação em carros com câmbio manual, que é acionada por meio de um botão discretamente instalado no próprio câmbio.
Na ADD Sports Arena, houve apresentação de esgrimas, da Seleção Brasileira de Voleibol Paraolímpico, ciclismo tandem, escalada, basquete (adulto e infantil) em cadeira de rodas, capoeira, ginástica rítmica desportiva (GRD), tênis de mesa, goaball e até bocha.
A ADD para essa mostra trouxe a parceria com o desenhista Maurício de Sousa. Na quadra esportiva, um dos momentos mais aguardados eram os personagens com deficiência da Turma da Mônica: Dorinha (deficiente visual) e Luca (cadeirante). A ação com as personagens possibilitou a recreação esportiva de mais de cem crianças PCDs com crianças comuns de escolas públicas de São Paulo. As crianças puderam brincar e interagir com as personagens.
Além da apresentação, ao lado da quadra foi montado o Parque da Mônica, com diversas atrações e monitores, que coordenaram atividades com as crianças visitantes da feira, com ou sem deficiência.
Também ficou por conta da ADD a presença de personalidades do esporte como a jogadora de basquete Magic Paula, madrinha da equipe da entidade, a campineira Fabiana Harumi Sugimori – recordista mundial dos 500 metros livres, em Atenas 2004, na categoria S11 – e do nadador Daniel de Farias Dias, entre outras.
Sob a coordenação do Corde (Coordenadoria Nacional Para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência), os Ministérios da Educação, das Comunicações, da Saúde, dos Transportes, das Cidades, do Turismo e do Desenvolvimento Social representaram o governo federal, juntamente com alguns parceiros: Inmetro ABNT, Unesco, Cpqd, Infraero, Anatel, Comitê Paraolímpico e Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Conade (Conselho Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência). Durante os quatro dias de Reatech, foram distribuídos mais de 20 mil exemplares de publicações sobre direitos humanos e os direitos da pessoa com deficiência.
Em relação às oportunidades de emprego, nessa edição, o banco HSBC, em apenas um dia de feira, recebeu mais de 200 inscrições (currículos e fichas) em seu estande. A participação da instituição financeira na Reatech foi a oportunidade para apresentar o projeto de contratação de mil pessoas com algum tipo de deficiência. Esse projeto não objetiva apenas o cumprimento da lei de cotas, mas foi também uma excelente oportunidade para que as pessoas com deficiência pudessem saber o que há no mercado de trabalho. A empresa conseguiu apresentar aos visitantes o programa de inclusão, no qual a pessoa passa por treinamentos durante oito meses e pode ser aproveitada em qualquer uma das áreas financeiras do banco.
Na parte artística, os visitantes conferiram 43 atrações, entre elas cantores com deficiência visual, bandas de rock e MPB, dançarinos cadeirantes e até show de mulatas. O ReaFashion também foi um sucesso.
Na Reatech 2008, a tecnologia em ortopedia e próteses fez a diferença. Numa iniciativa inédita, que nasceu de uma parceria entre a organização da feira e a Abotec (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica), foi montada a Ilha da Abotec, onde várias ortopedias e empresas de componentes de próteses e órteses, associadas à entidade, expuseram e comercializaram seus produtos e serviços. A novidade nesse ano foi uma oficina completa de fabricação de próteses, cujo público pôde acompanhar de perto os processos de elaboração dessas soluções tecnológicas.
Na oitava edição da feira, foram oferecidas pelos expositores cerca de 6.500 vagas de emprego.
Todas as conquistas obtidas pelas pessoas com deficiência no Brasil foram resultado de muita militância e de pressão da sociedade sobre todas as esferas de poder e também sobre as empresas. Nesse sentido, a Reatech apresentou, em 2010, em sua nova edição, a participação dos poderes executivos das três esferas: federal, estadual e municipal, com foco, principalmente, na promoção e no fortalecimento das leis que regulamentam as ações de acessibilidade no País.
A Reatech 2011 apresentou novidades e tecnologias para facilitar a vida de quem tem alguma limitação ou deficiência física. O setor automobilístico mais uma vez mostrou sua potencialidade, além de outras áreas que movimentam esse setor.

Galeria de imagens
Governador Serra inaugura urna eletrônica para deficientes auditivos
Visitante faz test drive
Carro adaptado para cadeirante
Ilha de carros adaptados
Carros com porta-cadeira de rodas
Visitante testa carro adaptado
Empresa especializada em cadeira de rodas
Montadoras participam da Reatech
Novas tecnologias são apresentadas
Produtos de surf para pessoas com deficiência
Elevador adaptado para escada
Utensílios para banheiros
     

 

Um fato que comprova definitivamente a capacidade desse segmento como consumidor de produtos e serviços foi a quantidade de negócios fechados ao longo desses dez anos de Reatech.
A feira sempre apresentou grande presença de montadoras de automóveis, que investem pesado nos estandes, em equipes de vendas especiais e no atendimento na área externa, com carros disponíveis para test drive. Isso vem afirmar o interesse do setor automobilístico no consumidor pessoas com deficiência, que consome mais de 7 mil carros por ano.
Alguns visitantes chegaram a comprar automóveis diretamente nos estandes das montadoras, pagando à vista valores acima de R$ 30 mil.
É bom lembrar que, em uma feira, o princípio de expor os produtos é o principal objetivo dos participantes e a venda em si se torna uma consequência. Na Reatech, muitos negócios sempre foram fechados na própria feira.
No primeiro ano em que foi realizada, uma das empresas expositoras, considerada pequena, chegou a vender cerca de 50 cadeiras de rodas, produto que nem mesmo era o carro-chefe de sua empresa e estava sendo lançado dentro da Reatech.
Os financiamentos a juros reduzidos e o ingresso de uma significativa parcela de pessoas com deficiência no mercado de trabalho têm permitido a popularização de equipamentos para essas pessoas.
No terceiro ano da Reatech, a geração de negócios chegou à casa dos R$ 500 milhões durante o evento e no pós-feira.
Em uma área de mais de 15 mil metros quadrados, a quarta edição reuniu cerca de 120 expositores, entre empresas e entidades do setor, gerando aproximadamente R$ 550 milhões em negócios, que refletiram no segmento durante o ano todo. Nessa edição, estiveram presentes expositores da Europa e dos Estados Unidos. Foi a prova da consolidação e do crescimento da feira.
A quinta edição da Reatech, como não poderia deixar de ser, repetiu o sucesso apresentado no ano anterior: muitos visitantes, expositores e negócios gerados.
Na Reatech 2007, foram mais de 200 expositores que mostraram o que há de melhor no mercado, promovendo a verdadeira essência da inclusão, já que parte presente do público foi composta de pessoas comuns, ou seja, sem qualquer deficiência, mas que atuam nesse setor de forma direta ou indireta.
Os números registrados revelaram que o setor todo movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão, sendo que destes R$ 450 milhões vieram da venda de carros 0K e adaptações de veículos e R$ 150 milhões da venda de cadeiras de rodas.
No decorrer de seis anos de existência, a Reatech tem se firmado, entre outras qualidades, como uma das maiores feiras de automóveis do País. Alguns garantem que, em grau de importância para as montadoras instaladas no Brasil, a feira só perde para o Salão do Automóvel, tradicional evento dessa indústria.
Prova disso é que nessa edição a Reatech contou com a presença de sete grandes montadoras que atuam no segmento de PCDs: Honda, Fiat, GM, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen. Essa reunião de montadoras e a presença de profissionais especializados em adaptação resultaram na disponibilização de cerca de 40 veículos, todos adaptados com as mais modernas tecnologias. Estima-se que na Reatech 2007 mais de 450 carros 0K foram comercializados pelas sete montadoras durante os quatro dias de evento.
A Reatech vem, nos últimos anos, funcionando como um “termômetro” para os negócios do setor. Em 2008, em sua sétima edição, a feira se mostrou ótima para o segmento como um todo. O dólar baixo favoreceu as importações, ampliando o acesso dos brasileiros a produtos de tecnologia mais avançada, antes inacessíveis para pessoas com deficiência e seus familiares.
Na oitava edição da feira foram 41 mil visitantes e milhões de reais em negócios. A Reatech vem se transformando em um grande shopping de produtos para pessoas com deficiência, que vão desde opções mais baratas às de valor mais expressivo.
A Reatech 2010 reuniu 230 expositores e gerou R$ 590 milhões em negócios. O movimento representa uma parcela importante dos negócios do setor no Brasil, que alcançam a cifra de R$ 1,5 bilhão ao ano.
Em 2011, a feira consolidou-se mais uma vez como sendo um ponto gerador de negócios, movimentando milhões de reais. Foram 250 expositores, das grandes empresas automobilísticas a fabricantes de médio porte, entre outros. Novamente, ao longo do ano, a feira aqueceu o mercado dirigido a pessoas com deficiência.

Galeria de imagens
Gráfico mostra pesquisa com visitantes
Gráfico faz levantamento com visitantes
Gráfico aponta levantamento geral sobre a Reatech
Corredores lotados em uma das edições da Reatech
Visitantes circulam pelos corredores da Reatech
         

 

 

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