Prêmio Caio Sustentabilidade

Prêmio Caio 17ª Edição

Case: FLORESTA DE LIVROS
Candidato: Pândega Produções Artísticas Ltda
Cliente: Fagga Promoção de Eventos
Segmento: Serviços
Estado: RJ
 
Capa Apresentação Conteúdo Apresentação de inovações tecnológicas e estratégias indicando Desafios e Soluções Retorno sobre investimento, geração de negócios e outros indicadores econômicos

A Empresa Pândega é uma empresa de arquitetura e cenografia voltada tanto para o mercado cultural como corporativo. Sua equipe é composta por arquitetos, designers e produtores liderados pela arquiteta, cenógrafa e diretora de arte Suzane Queiroz.
A empresa faz da criatividade seu diferencial, somando valores artísticos ao planejamento de espaços, pesquisa e ampla utilização de materiais não convencionais. A Pândega traz o clima de espetáculo para o comercial desenvolvendo e executando projetos especiais par desfiles, estandes, festas, convenções, shows, peças de teatro, premiações e exposições.
Criada em 2001, a empresa é fruto do trabalho inicialmente autônomo de Suzane Queiroz, que também trabalhou durante sete anos com o Cenógrafo Gringo Cardia em diversos projetos, logo que se formou em arquitetura pela UFRJ.
Desde 2001 a empresa realizou incontáveis projetos de cenografia de diversos portes, desde desfiles até o tour de visitação da taça da copa do mundo pela Coca-cola onde desenvolvemos dois sites de visitação no Rio e em São Paulo com 3.000m2 cada. A Pândega projeta e constroe projetos para todo o Brasil e para o Exterior. Em 2008 e 2009 realizou duas exposições na ONU em NY: “Christo Redemptor” e “Bossa Nova”respectivamente.
A empresa Pândega foi convidada e contratada pela empresa Fagga eventos para desenvolver o projeto cenográfico, a implantação dos espaços, o planejamento do fluxo diário de visitação e a construção da Floresta de Livros na Bienal Internacional do Livro de 2009.

Galeria de imagens
Vista aérea - ENTRADA
Vista aérea - SAÍDA
Ambientação interna
Fachada
Sala secreta
         

 

Titulo: Floresta de Livros
Numero de participantes: A equipe da Pândega nesse projeto foi formada por 30 pessoas, desde a criação, desenhos técnicos, produção de materiais e construção. O espaço da Floresta de livros recebeu a visitação de grande parte do público da Bienal de livros. Foram contabilizadas em media cerca de 2000 pessoas/ dia durante duas semanas de duração da bienal.
Local: Riocentro - RJ
Data: 10 a 20/09/09
Periodicidade: Foi a primeira vez que investiu-se na idéia de criação de um espaço lúdico desse porte na Bienal Internacional do livro do Rio de Janeiro.
Abrangência: O espaço atraiu todo o público da Bienal. Sendo que a divulgação e a mídia espontânea foram um grande sucesso e propiciou que muitos dos visitantes da Bienal, fossem até ela, a partir da curiosidade despertada pela Floresta de livros.
Entidade promotora: Fagga eventos
Conceito do espaço: O espaço foi idealizado pela Fagga em parceria com o João Alegria para ser um espaço lúdico dentro da Bienal voltado principalmente para crianças. Era a Floresta de livros! A partir daí Suzane Queiroz deu forma ao espaço para abrigar as atividades propostas pelo contratante.
Projeto, desenvolvimento e descritivo completo do produto: Sempre em tons de verde e com linhas contemporâneas, o espaço foi ambientado de maneira extremamente atrativa tanto para o público infantil como também o público adulto. A área total a ser trabalhada era de 800m2. O conceito proposto pelo contratante previa árvores falantes, atividades tecnológicas interativas, salas secretas com acesso à livros diversos e uma clareira para shows.
Serviço realizado: Criação da cenografia, implantação dos espaços, planejamento de circulação e fluxo diário de visitação.
Sua origem e evolução até o presente: A idéia foi um sucesso de público e divulgação. A visitação foi intensa durante todo o período do evento. Fica aí uma semente de sucesso que pode dar frutos também nas próximas edições da Bienal. Um espaço lúdico de grande porte dentro de um evento que forma a cada dois anos um público de leitores importantíssimo para o futuro do pais.



CONTEÚDO
A Pândega deu forma ao conceito de uma Floresta de livros, a partir de uma leitura que foge do figurativo com linhas contemporâneas. Assim como em uma floresta encontramos uma infinidade de tons de verde, na floresta de livros criamos um paleta com 5 tons de verde que foram as cores base para escolha das tintas, tecidos e carpetes que revestiram todo o ambiente.
Foram criados dois pórticos que funcionaram somente como um marco de entrada, sem que precisássemos fechar a frente do espaço. O intuito foi controlar a entrada para manter um fluxo organizado, porém proporcionando um espaço extremamente convidativo e aberto ao público. As laterais foram delimitadas com faixas verticais de tecidos em tons de verde e também tecidos plotados. Somente a parte de trás foi fechada em madeira, por se tratar da área técnica.
Ao passar pelo pórtico o visitante então se deparava com uma floresta especial, onde as árvores falavam e suas copas eram formadas por letras. Assim como a letra é a menor partícula divisível de um livro, nossas copas eram formadas por letras que em conjunto formavam pequenas palavras do universo infantil. As árvores foram realizadas como uma grande dobradura com 3 alturas diferentes. Sua estrutura foi feita internamente em ferro com revestimento em madeira. As copas foram grandes recortes de madeira. Na base das árvores fora encaixadas caixas de som escondidas sob tecido para que as árvores pudessem contar histórias. Eram as arvores falantes! Nesse mesmo ambiente posicionamos quatro núcleos de tecnologia interativa com uma TV de LCD na horizontal e esquema de projeção e captação de luminosidade para que a s crianças pudessem interagir com os livros digitalizados. Foram criadas duas salas secretas, onde os visitantes eram abrigados por um grande cilindro de tecido com iluminação embutida. Ao centro de cada sala encontrava-se um totem com todos os livros disponíveis no espaço. E por fim o passeio chegava à uma grande clareira onde foram realizados em media oito espetáculos por dia. Os espetáculos, foram criados por uma companhia de teatro especialmente para o evento.

Galeria de imagens
Area circulação 1
Area circulação 2
Area circulação 3
Area circulação 4
Area circulação 5
Area circulação 6
Area multimídia
Area multimídia - detalhe
Arena 1
Arena 2
Arena 3
Arena panorâmica
Arvores 1
Arvores 2
Arvores 3
Sala secreta 1
Sala secreta 2
Sala secreta - detalhe
Fachada lateral
Interação 1
Interação 2
Fachada
     

 

O grande desafio foi criar uma floresta de livros a partir de uma leitura criativa e lúdica que acompanhasse a proposta do conceito sem, no entanto se tratar de uma cenografia pesada, figurativa e muito construída. Foram utilizados recursos como recortes de houter em MDF para a realização das copas compostas por diversas letras que formavam palavras presentes, principalmente no universo infantil com abracadabra, atchim, pum, nham nham nham, entre outras ... Nossa floresta era composta por 12 árvores falantes. Cada uma das árvores contavam histórias diferentes para as pessoas que parassem para ouvi-las. Instalamos caixas de som nas bases das árvores, cuidadosamente escondidas sob tecidos montados em triângulos de madeira que fechavam as bases de maneira discreta. A tecnologia marcou presença na implantação dos livros virtuais, com os quais as pessoas podiam interagir. Eram quatro tv’s de plasma instaladas na horizontal, que exibiam páginas de livros nas quais textos e imagens iam se formando na medida em que os leitores passavam as mão por cima das imagens.
A estratégia construtiva elegeu como dois objetivos principais: Criar um espaço extremamente impactante por fora e por dentro, para instigar e atrair o maior numero de visitantes, além de ser extremamente seguro para a visitação, com características como ausência de quinas e inserção de espumas em materiais mais duros ao alcance das crianças. Uma vez que o público é essencialmente infantil, essa é uma grande preocupação e responsabilidade.

Galeria de imagens
Planta Baixa
       

 

Estimular os indivíduos à desenvolverem o hábito da leitura, é um dos principais objetivos da Bienal Internacional do Livro. Lá encontram-se diversas editoras, desde as maiores e mais consagradas até editoras bem pequenas. Também encontram-se diversas lojas voltadas para o mercado dos livros com suas estantes repletas de exemplares, todos à disposição do consumidor. Em geral esse tipo de abordagem é extremamente direta e, podemos até dizer agressiva. Estritamente voltada para o consumo, sem exatamente instigar o leitor. Os livros são expostos, podem ser comprados à qualquer momento, mas o que leva um consumidor a comprar livros?!
O Espaço da Floresta de livros, vai na contramão dessa exposição maciça de livros e isso fica claro quando percebe-se que em um espaço de 800m2 existem somente dois totens de livros dentro de salas secretas e que não podem ser vistos de fora do espaço. Pode-se dizer que tratou-se de um verdadeiro “Oásis”dentro da Bienal. Ali, o objetivo principal foi instigar o leitor, incentivando à leitura de uma forma mais subjetiva.
Por se tratar de um espaço lúdico, voltado, principalmente a um contato leve e intuitivo das crianças e adultos com os livros, penso que não existe uma geração de negócios ou indicadores econômicos diretamente vinculada ao espaço da Floresta de livros. Acredito sim, que é um espaço com um alcance muito maior, na medida em que colabora de maneira intensa na formação de novas gerações de leitores que se tornarão pessoas mais conscientes e informadas e que poderão contribuir cada vez mais para um mundo melhor.



PROGRAMAS DE QUALIDADE, RESPONSABILIDADE SOCIAL E ECOLÓGICA
Nos dias atuais, evitar o desperdício com uma utilização consciente e eficiente dos materiais, é uma Ação fundamental em qualquer atividade. No âmbito da cenografia, nos deparamos com uma utilização extremamente efêmera de diversos materiais nobres como tecidos, ferro, madeira entre outros. A Pândega encara como um desafio a ser superado a cada construção nova de cenografia, a questão do reaproveitamento de material, evitando ao máximo qualquer desperdício. Para tanto, desde o projeto, procura-se desenhar cada espaço, assim como cada elemento com materiais alternativos, priorizando o uso de materiais social e ecologicamente corretos sempre de maneira simples e econômica evitando, principalmente, a utilização maciça de madeira em suas construções. As árvores em recorte criadas para a Floresta de Livros foram doadas a empresa Fagga eventos para reutilização em outros eventos voltados para o público infantil. O restante do material voltou para o galpão, com o intuito de ser desmontado e reaproveitado. Tudo o que não é possível reaproveitar, é doado às comunidades próximas dos galpões onde são construídos os cenários. Essas comunidades utilizam esses materiais no seu dia a dia, como elementos e materiais decorativos, na confecção de bolsas, revestimento dos sofás e até mesmo na construção de parte da própria moradia, como é o caso das estruturas de ferro e madeira.

 

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