Prêmio Caio Sustentabilidade

Prêmio Caio 19ª Edição

Case: FEIRA VIVA | EDIÇÃO INVERNO
Candidato: Bueno Arquitetura Cenográfica
Cliente: Feira Viva
Segmento: Prêmio Caio Sustentabilidade
Estado: SP
 
Capa Apresentação Conteúdo Apresentação de inovações tecnológicas e estratégias indicando Desafios e Soluções Retorno sobre investimento, geração de negócios e outros indicadores econômicos

Na Bueno, os projetos não se resumem apenas à cenografia, que é descrita como a arte e a técnica de decorar e representar ambientes em perspectiva. Nós fazemos cenografia há mais de 25 anos e acreditamos que a isso faz parte de um propósito muito maior, que é o de dar vida, movimento e conceito a ambientes.
Cremos que, por meio do que fazemos, somos capazes de dar sentido e transformar. Transformar o impossível em possível, converter momentos em experiências inesquecíveis, modificar pessoas e sentimentos. Afinal, somos uma empresa de arquitetura efêmera, conceito este que vai muito além de realizar um projeto. O que nos move é o romantismo e a paixão pelo que fazemos. Gostamos de superação, e isso só é possível quando existe uma causa naquilo que se faz. E o melhor: nossos clientes também acreditam nisso.
Essa crença, unificada com a emoção colocada no que se faz é um dos pontos de convergência entre a Bueno Arquitetura Cenográfica e a Feira Viva. Enquanto uma busca transformar momentos e inspirações em vivências memoráveis, a outra trabalha em prol de formar elos entre o campo e a cidade para dar voz a toda a cadeia que sustenta as demandas da agricultura brasileira, meio ambiente e gastronomia.
A paixão pelo que se faz e o resgate de uma cultura por meio da culinária é o que move a Feira Viva, iniciativa idealizada pela agrônoma Keila Malvezzi e pelo produtor rural e agrônomo Patrick Assumpção e patrocinada pelo Banco Santander. O objetivo? Associar a marca a renomados eventos de gastronomia e, principalmente, gerar negócios em toda a linha, que vai desde o produtor rural até os restaurantes e bares.
O incentivo do Santander também reforça sua participação no apoio às inovações empreendedoras e culturais, uma vez que a gastronomia está entre as grandes expressões da cultura brasileira.
Outro motivo pelo qual a Feira Viva faz brilhar os olhos de seu público são os grandes nomes da gastronomia brasileira que o evento congrega a cada edição. E isso acontece desde a primeira, que contou com a participação de Alex Atala (D.O.M), Helena Rizzo (Maní), Gabriel Broide (Mina) e Ivan Ralston (Tuju).
Ficha Técnica

Nome: Feira Viva Edição Inverno
Tema: Circuitos e Inverno
Local: Parque de Água Branca
Data: 12 de Agosto de 2018
Periodicidade: Trimestral
Entidade ou empresa promotora: Feira Viva
Patrocínio: Banco Santander

Galeria de imagens
     

 

Vídeo


Arroz preto, milho vermelho, azeites nacionais, embutidos, queijos premiados, cervejas artesanais, produtos feitos de cacau, carnes, cafés, doces, bebidas e artesanato foram alguns dos destaques da Feira Viva. Os ambientes, sempre prezando a natureza em todos os sentidos (visual, paladar, olfato e tato) foram separados por territórios originalmente brasileiros, e seus respectivos sabores e cores preparados por chefs de vários cantos do Brasil.
A ideia de sustentabilidade esteve presente em cada detalhe da cenografia na Edição de Inverno da Feira Viva. As madeiras escolhidas: guanandi, louro-pardo e o jequitibá rosa. Todos estes materiais são provenientes de reflorestamento ou agroflorestas, que são plantadas lado a lado com os cultivos agrícolas, que estiveram presentes nos pratos preparados pelos chefs na ocasião.
E foi desta forma que os consumidores paulistanos tiveram a oportunidade de experimentar alimentos com os melhores sabores brasileiros, produzidos sob o conceito de "terroir" - termo francês que designa a origem dos produtos e suas particularidades regionais. Na Feira Viva, o termo foi apelidado de “terroar”, em um trocadilho com a palavra terra.
Esta edição de inverno teve como tema central a carne, o fogo e o processo de ocupação do território brasileiro por meio da agricultura e da tecnologia, fomentando iniciativas que representem modernas práticas de gestão. E mais: por meio do produtor rural artesanal, os visitantes puderam ver e comprar produtos únicos, sustentáveis e de forte identidade cultural com os consumidores.
Em cada espaço, um povo, um território brasileiro e desde os tempos pré-históricos. Territórios esses que, aliás, foram divididos em seis: Território Campanha Gaúcha - Sul (Chef Rômulo Morente); Território Caiçara - Sudeste (Chef Eudes de Assis); Território Caipira - sudeste (Chef Rafa da Bocaina); Tradição Nordeste - nordeste (Chef Rodrigo Oliveira); Território Vales e Veredas - oeste (Chef Mário Portella) e Território Terra Preta de Índio - norte (Chef André Mifano).
E o paladar de quem optou pela experiência completa ficou satisfeito na degustação dos pratos assinados pelos seguintes chefs:
Rodrigo Oliveira (Mocotó) preparou o atolado de bode e farinha de mandioca;
Mário Portella apresentou a tradicional costela no fogo de chão ou arroz caldoso;
André Mifano (Lilu) fez o parati na brasa e a farofa de banana da terra;
Rafa da Bocaina serviu o porco caipira e angu insosso de milho;
Rômulo Morente (Pobre Juan) preparou o cordeiro no fogo e vegetais de inverno;
Eudes de Assis escolheu o palmito assado na folha de bananeira com pesto de taioba e bottarga ralada ou sopa de pupunha com refogado de peixe seco no varal.
O desafio para a Bueno no projeto da feira Viva foi conseguir conciliar a montagem da feira e idealizar o espaço escolhido para recebê-la. Além disso, preencher o ambiente com os produtores e pensar na experiência com esse produto vinculado aos chefes de cozinha foi a grande sacada da Feira Viva.
Para nós, foi muito importante neste projeto pensar, justamente, no local lado a lado dos idealizadores, bem como visitar parques e estacionamentos. Isso pois a ideia lá atrás era realizar em um shopping center (o Iguatemi queria muito comprar este projeto pois acharam incrível).
Mas o parque, o ar livre, se mostrou como perfeito cenário, por conta da acessibilidade sem popularizar demais, obviamente, aliada ao conceito de fortalecer uma cadeia de produtores e a sustentabilidade. Foi possível, desta forma, criar um projeto rico em detalhes, mas sem causar qualquer tipo de impacto no meio ambiente na qual estava inserido. O conceito e o design não ficaram de fora, todavia foram apresentados ali de formas sutis.
A cada estação que as pessoas passavam, os seus sentidos eram apurados. Aliás, causar as mais diferentes experiências no público que participa de eventos como a Feira Viva já faz parte do DNA da Bueno Arquitetura Cenográfica. Assim, a grande sacada de arquitetura cenográfica fez com que as pessoas levantassem dúvidas sobre o que era intervenção cenográfica e o que era do parque.
Nesta linha, o nosso trabalho foi ajudar na escolha do local, visita aos espaços e conceituar tudo isso. Além disso, foi um momento de entender e implantar o desejo dos idealizadores em relação aos espaços abertos ao público. E assim, o meio ambiente que compõe o Parque da Água Branca ganhou uma nova forma, cor e design em cada pedaço de madeira e matéria-prima.
Vale destacar que a Feira Viva teve suas edições desde o início de 2017 e de lá para cá, foi se superando a cada edição. Isso porque também teve várias versões para se chegar ao ideal.

Painéis
Em paralelo, painéis eram representados por grandes nomes da gastronomia brasileira. "O peixe e o palmito”; representados pelos pensadores Eudes Assis, cozinheiro do Taioba Gastronomia e André Mifano, do Lilu, que discorreram sobre a cadeia do peixe, espécies, manejo e sazonalidade. "A mandioca”, foi o tema de Rodrigo Oliveira, do Mocotó, Agostinho da Paçoca, doceiro e especialista em paçoca e de Teresa Losada, doutor em agronomia genética pelo Instituto Agronômico de Campinas. Os três exploraram o assunto desde a planta nativa até as particularidades regionais no beneficiamento da mandioca.
A trajetória tomilho no sul e sudeste do Brasil conhecendo histórias e receitas da tradição caipira foi explicada por Carlos Alberto Dória, sociólogo e por Rafael Bocaina, cozinheiro, no painel batizado de “O milho”.
Por fim, “A madeira”, diamante de um futuro próximo, foi representada pelo designer Hugo França, Anderson Falcão, do Instituto Europeo di Design e Ricardo Cardim, botânico do Jardim de Bolso.
A agricultura foi então representada pelos próprios agricultores, que eram mais de 30 e para enriquecer ainda mais o lado conceitual do evento, produtos e comidinhas direto dos mais de 30 produtores rurais foram colocados à venda. Os destaques foram o Sítio Quintal (pinhão descascado, cogumelo em pó, feijão, ervas e temperos), Pardinho Artesanal (queijo cuesta, mandala e cuesta azul), Maria Preta Jabuticaba (compotas, geleia, polpa congelada, licor e massas de jabuticaba) e Agostinho da Paçoca (paçocas e pilões de madeira).
Em meio a tantas opções, a proposta de levar aos consumidores uma reflexão sobre o ciclo do alimento na natureza foi inédita em uma feira, que fez uma viagem pela história da agricultura. E isso foi mostrado como uma linha cronológica, desde os tempos primórdios até os avanços da tecnologia, sem se esquecer de agradar o paladar dos consumidores.

Territórios Culturais (Circuito)

Terra Preta de Índio | Cozinheiro André Mifano

Tradição do Nordeste | Cozinheiro Rodrigo Oliveira

Caiçara | Cozinheiro Eudes de Asis

Caipira | Cozinheiro Rafa Boicana

Vales e Veredas |Cozinheiro Mario Portella

Campanha Gaucha | Cozinheiro Rômulo Morente

Galeria de imagens

 

Propor uma arquitetura cenográfica sustentável em um parque como o da Água Branca já é um desafio. Entretanto fomos além: nos preocupamos com os diversos aspectos que envolvem a sustentabilidade local: preservar o que há de natureza e unir um trabalho de criatividade com elementos condizentes ao inovador projeto dos idealizadores.
Isso pois Keila Malvezzi e Patrick Assumpção, em seus trabalhos de pesquisas e contato com florestas desenvolvem plantio de espécies comestíveis e das chamadas Panc (Plantas Alimentícias Não Convencionais), bem como a troca de experiências com produtores rurais de pequena escala de altíssima qualidade.
Pensando em linha com eles, desenhamos diversas peças dos mobiliários utilizando as madeiras e cuidadosamente escolhemos aqueles que são produzidos por madeiras nativas de floresta plantada. Guanandi, Louro Pardo e Jequitibá Rosa foram as espécies selecionadas para o design das barracas, os balcões dos bares, bancos que as pessoas sentavam e até mesmo nas mesinhas que ora ou outra alguém apoiava sua água ou cerveja para refrescar.
O cenário da natureza e a luz do dia também colaboraram para a beleza do evento. Apesar da edição ser de inverno, todos foram presenteados com um céu azul e um sol de 25 graus. Ou seja, uma arquitetura muito rica em conceito, rústica sem ser country, elegante sem ser sofisticada e, principalmente, preciosa em matéria-prima e caracterização.
Desta forma, foram pensadas e repensadas todas as edições, com seus encaixes e desencaixes. Por fim, o desafio era o de criar um formato construtivo e eficiente que pudesse montar e desmontar a cada nova edição. Vale ressaltar que a madeira não é um tipo com o qual estávamos habituados a utilizar, manusear e manipular por ter comportamentos diferentes. Mas, como nós da Bueno somos movidos a desafios, ficamos muito felizes em sermos responsáveis por toda a arquitetura cenográfica deste grandioso projeto do ponto de vista da sustentabilidade.
O trabalho de arquitetura cenográfica, na verdade, serviu como materialização para todas as mensagens que a idealização da feira gostaria de passar: uma reflexão muito importante sobre transformação de cadeias de consumo e comportamento.
A Bueno conseguiu desenvolver um ambiente cenográfico útil, conceitual e totalmente funcional utilizando peças com as madeiras, o que serviu de reforço para os cuidados com os nossos recursos naturais de forma geral.
Além de toda a visão macro da cenografia, pensamos em cada detalhe do tema da Feira Viva. E estes se conversavam do início ao fim. Isso porque, a colaboração no quesito “sustentabilidade”, para a Bueno não se resume somente aos elementos utilizados na arquitetura cenográfica. Aqui, é valido ressaltar o apoio de estimular o senso do público presente para um olhar mais atento para os pequenos e médios produtores que enfrentam diariamente as dificuldades de acessar o mercado.
Este desafio foi também levado em consideração no momento de estabelecer o conceito do evento. Certamente a sementinha do empoderamento para que este público seja autossuficiente foi plantada. Isso se tornou possível por meio do argumento de que a agricultura de grande escala também está em seu favor e já sabe o caminho da autossuficiência.
Outra ação de relevância neste aspecto foi que, durante a Feira Viva, o Santander preparou um espaço de compostagem para reaproveitar resíduos orgânicos. O público pode, então, acompanhar de perto o funcionamento de uma máquina de compostagem e, de quebra, ainda levar para casa uma garrafa de composto produzido pelo projeto Sustentabilidade para Todo Lado, idealizado pelo banco. O espaço foi devidamente sinalizado com folhetos e boxes, explicando todo o processo desenvolvido, do lixo ao composto. O adubo resultante desta ação foi utilizado nos jardins da sede do Banco.

Na Bueno, os projetos não se resumem apenas à cenografia, que é descrita como a arte e a técnica de decorar e representar ambientes em perspectiva. Nós fazemos cenografia há mais de 25 anos e acreditamos que a isso faz parte de um propósito muito maior, que é o de dar vida, movimento e conceito a ambientes.
Cremos que, por meio do que fazemos, somos capazes de dar sentido e transformar. Transformar o impossível em possível, converter momentos em experiências inesquecíveis, modificar pessoas e sentimentos. Afinal, somos uma empresa de arquitetura efêmera, conceito este que vai muito além de realizar um projeto. O que nos move é o romantismo e a paixão pelo que fazemos. Gostamos de superação, e isso só é possível quando existe uma causa naquilo que se faz. E o melhor: nossos clientes também acreditam nisso.
Essa crença, unificada com a emoção colocada no que se faz é um dos pontos de convergência entre a Bueno Arquitetura Cenográfica e a Feira Viva. Enquanto uma busca transformar momentos e inspirações em vivências memoráveis, a outra trabalha em prol de formar elos entre o campo e a cidade para dar voz a toda a cadeia que sustenta as demandas da agricultura brasileira, meio ambiente e gastronomia.
A paixão pelo que se faz e o resgate de uma cultura por meio da culinária é o que move a Feira Viva, iniciativa idealizada pela agrônoma Keila Malvezzi e pelo produtor rural e agrônomo Patrick Assumpção e patrocinada pelo Banco Santander. O objetivo? Associar a marca a renomados eventos de gastronomia e, principalmente, gerar negócios em toda a linha, que vai desde o produtor rural até os restaurantes e bares.
O incentivo do Santander também reforça sua participação no apoio às inovações empreendedoras e culturais, uma vez que a gastronomia está entre as grandes expressões da cultura brasileira.
Outro motivo pelo qual a Feira Viva faz brilhar os olhos de seu público são os grandes nomes da gastronomia brasileira que o evento congrega a cada edição. E isso acontece desde a primeira, que contou com a participação de Alex Atala (D.O.M), Helena Rizzo (Maní), Gabriel Broide (Mina) e Ivan Ralston (Tuju).
E é justamente esta a linha de visão da Feira Viva, evento itinerante que reserva espaços para diálogos entre todos os atores do processo e envolve pequenos produtores, especialistas, técnicos, cozinheiros e, por fim, e não menos importante: o consumidor. Desta forma, a organização contribui com o melhor entendimento e propagação dos métodos e processos envolvidos no produção e consumo dos alimentos.
E por falar em elos de inovação em sustentabilidade, a Feira Viva materializa estudos e pesquisas sobre meio e suas possibilidades. E isso faz parte do dia a dia de Keila Malvezzi e Patrick Assumpção, que realizam um grande estudo de reflorestamento de espécies nativas do Brasil para trazer ao evento. Neste contexto, o foco está em estimular a produção agrícola e incentivar o empreendedorismo em torno da sustentabilidade em todos os aspectos: econômico, social e ambiental.
A Edição de Inverno da Feira Viva, neste sentido, fez brilhar os olhos e surpreender paladares de quem passou pelo Parque da Água Branca no dia 12 de agosto de 2017. A gastronomia e a sustentabilidade estiveram presentes em cada prato preparado cuidadosamente por chefs talentosos de vários cantos do Brasil.
O evento foi um verdadeiro convite à reflexão sobre o ciclo dos alimentos na natureza e contou com um grande projeto de arquitetura conceitual. Ficamos muito felizes com este trabalho porque foi e é verdadeiro, trabalha com um ciclo muito importante para o mundo e para a sustentabilidade.

 

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